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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

LIKE THE HURRICANE

Like The Hurricane

Barata Cichetto
O Cu de Vênus
Antagônico, busco uma dor que enfraquece meu corpo, mas fortalece a minha alma; irônico, dou tiros no escuro tentando abrir buracos na escuridão; crônico, sonho com minhas doces amantes e tenho pesadelos amargos comigo mesmo.

Sou feito o furacão, like the (Miss) Hurricane, forte, inquieto e destruidor, mas apenas uma força natural; consumo a mim mesmo, depois parto deixando uma lembrança de mim que nenhuma outra tormenta apaga; lembro de mim mesmo com ódio e com ternura daquilo que destruí; tenho saudades do parto e saudades antes de partir, mas depois parto ao meio meus sentimentos e dou a metade que sobrou à mendiga que, enlouquecida e entorpecida pela fome, brada que a insanidade é inerente á humanidade.

"Poeta profundo, do tipo perdido" que apenas encontra salvação na arte, num tipo de arte dolorida e inglória; mas não tentem salvar minha alma, que ela foi perdida quando eu nasci; não tentem salvar a mim de mim mesmo; ninguém é perfeito, mas eu não sou um mal sujeito, nem bom bem mal, apenas Poeta.

Estou a solta, sem crime nem castigo, sem perdão nem oração; categórico, instalo bandeiras no alto do meu precipício, depois salto de cabeça do alto do edifício; mas não busquem meus pedaços na calçada, peguem as folhas soltas das poesias que lancei ao ar no momento da minha queda.

Eu morro mas não solto, padeço mas não largo mão, apodreço mas não... Não, não morro enquanto viver em mim a dor. Pobres amantes, não entendem de dor, nem da dor causada por elas mesmas! Não sou rocha, sou tocha humana queimando de minha própria combustão; não sou cristalino em minha dor, guardo as maiores a mim mesmo; e não acredito em anjos nem em deusas, sou um demônio que foi jogado á Terra em busca de pedras perdidas, asas partidas e putas arrependidas.

Reflito agora sobre a liberdade e as guerras santas, internas, contra mim e contra o que eu achara ser amor. Não posso amar, não sei mesmo o que é o amor que proclamam nas histórias, nos poemas e nos filmes. Porque meu amor é mais intenso e quente que qualquer história. Nem àquelas por quem abandonei minha alma, aka Poesia, souberam compreender.

A arte, apenas ela, compreende e procura aqueles que a alimentam e suprem. Arte é autofágica, vampira e santa ao mesmo tempo. Arte é feito cachorro: é ele quem escolhe seu dono e não adianta outro alimentar que ela irá lhe morder a mão.

Agora, preciso sair e fumar, cigarro pode matar. Pode! Mas a vida mata ao certo, viver é fatal; é proibido pensar em áreas públicas, de uso comum; é proibido ser poeta, que arte é cancerígena; ambientes enfumaçados deixam o cabelo das belas fedido. Então, amadas, lavem o cabelo e deixem eu morrer tossindo.

Sonhei com minha própria morte - “Era um sujeito de sorte aquele homem!”, declarou sobre meu caixão uma puta, trajada de preto e com um cigarro na mão; amadas riam bebendo refrigerantes baratos, padres gargalhavam e o único choro que podia ser escutado era da Poesia, prostrada e um canto, desenhada em uma folha de papel.
9/12/2009

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 508.820 - Livro 964 - Folha 108

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

A Aranha (Trecho) 1/9/1980

A Artesã e O Poeta 11/9/2008

A Balada de Izabel Cristina 28/12/2013

A Barca da Esperança 19/9/2006

À Beira da Morte 11/11/2006

A Bunda da Minha Amada 1/3/1998

A Carta e a Chuva 28/6/2008

A Carteira e o Poeta 4/1/2006

A César o Que é de César e a Augusto o Que é dos Anjos 17/11/2009

A Ciência da Poesia 5/12/2009

A Doença Que Eu Tanto Amo 5/12/2005

A Dor Suprema 19/9/2006

A Felicidade da Dor 17/12/2009

A Herança dos Sonhos 26/9/2008

A Humanidade é a Merda da Terra 8/11/2006

A Importância da Merda e a Merda da Importância (Porque Nenhuma Merda no Mundo é Mais Suja Que Seu Nome) 12/10/2002

A Ira dos Anjos 26/8/2009

A Ira e a Lira dos Demônios e dos Deuses Sem Gozo 25/8/2009

A Lenda da Fada da Foda 6/2/2015

A Lista 17/7/2016

A Mais Bela das Histórias de Amor Sobre a Terra. 7/7/2008

A Maldição da Barata Branca 24/10/2008

A Maldição do Tempo 20/1/2015

A Mendiga 8/2/2007

A Morte da Morte 1/8/2001

A Morte da Saudade 20/9/2009

A Música da Letra 15/10/2006

A Noite da Última Sorte 3/12/2002

A Noite dos Desesperados 20/9/2004

A Paciência dos Anjos e As Flores da Macedônia 21/9/2009

A Poesia Que Eu Preciso 31/1/2010

A Poesia, a Razão e a Loucura 9/7/2017

A Prisão da Liberdade 15/11/2009

A Professora e A Barata 1/11/2008

A Santidade da Vida 11/2/2007

A Serpente e A Raposa 11/12/2005

A Solidão e A Esperança 3/9/2006

A Solução da Corda 9/10/2009

À Sombra de Objetos Inexistentes (Antes do Começo e Depois do Fim) 21/3/2012

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A Toalha e a Mesa 21/4/2008

A Verdadeira História da Betty Boop 28/4/2005

Aborto 11/11/2009

Acaso Eu Morra Amanhã 9/1/2006

Achados e Perdidos 27/5/2008

Ácida Cida 1/10/2000

 



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