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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

AS PERNAS ABERTAS DA LIBERDADE

As Pernas Abertas da Liberdade

Barata Cichetto
O Cu de Vênus
Liberdade, espírito imundo raspando ferros em corredores de penitenciárias
Santo espírito, sonho de prisioneiros, figura de linguagem, ilação dos poetas
Liberdade, sonho e desejo amorfo batendo á porta de esposas incendiárias
Perdição em forma de lenda, alimento de padres, pastores e falsos profetas.

Queres a liberdade da carne, mas seu espírito é dela prisioneiro
E não existe liberdade da carne sem liberdade da alma primeiro.

Ama? Então porque buscas a liberdade de fantasmas trajados de desejo e imundice?
Rolar sobre merda libertará seu espírito de minha prisão? Então estás de mim liberta
Morder a mão que a acariciastes livrará finalmente sua alma de sua própria crendice?
Apanhe da chave que lhe mostrei escondida debaixo do tapete que a porta foi aberta.

Queres liberdade da alma, mas sua carne condenastes á prisão
E não existe liberdade sexual sem liberdade espiritual do tesão.

Liberdade em camas de motel, liberdade em quartos de bordel. Ah, liberdade enfim
Estar preso entre braços e abraços é uma prisão, deixa então a liberdade aos idiotas
Porque liberdade não é o principio, sequer é o meio e também não é ela o meu fim
E começo agora falando de uma liberdade que começa com a libertação dos agiotas.

Queres liberdade ou apenas queres trepar feito putas sem desejo
E não existe liberdade quando a prostituição é maior que o beijo.

Estás liberta de mim, deixe agora a prisão que tem a placa "Liberdade" pendurada
Liberdade é mentira, um engodo de crianças, igual a deuses e anjos do purgatório
Estar liberto é esquecer conceitos estabelecidos. Liberdade, deliciosa bela dourada
Que não suporta a dor de um casamento, ou a tortura cruel de um interrogatório.

Queres a liberdade mas jamais conhecerás o espírito verdadeiro
E não existe liberdade sem verdade e sem um desejo derradeiro.
14/11/2009

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 508.820 - Livro 964 - Folha 108

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

A Aranha (Trecho) 1/9/1980

A Artesã e O Poeta 11/9/2008

A Balada de Izabel Cristina 28/12/2013

A Barca da Esperança 19/9/2006

À Beira da Morte 11/11/2006

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A Ciência da Poesia 5/12/2009

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A Morte da Saudade 20/9/2009

A Música da Letra 15/10/2006

A Noite da Última Sorte 3/12/2002

A Noite dos Desesperados 20/9/2004

A Paciência dos Anjos e As Flores da Macedônia 21/9/2009

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A Prisão da Liberdade 15/11/2009

A Professora e A Barata 1/11/2008

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A Serpente e A Raposa 11/12/2005

A Solidão e A Esperança 3/9/2006

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À Sombra de Objetos Inexistentes (Antes do Começo e Depois do Fim) 21/3/2012

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A Toalha e a Mesa 21/4/2008

A Verdadeira História da Betty Boop 28/4/2005

Aborto 11/11/2009

Acaso Eu Morra Amanhã 9/1/2006

Achados e Perdidos 27/5/2008

Ácida Cida 1/10/2000

 



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