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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

JORNADA ALÉM DE MIM

Jornada Além de Mim

Barata Cichetto
Emoções Baratas
Ah, mãe, quanto eu queria ser um escritor moderno
Ter obras publicadas em capas-duras, autor eterno!
Ah, quanto eu queria ser um poeta e um compositor
Não num supermercado de almas apenas o repositor.

Componho poemas que são gritos ou gemidos, certo?
Minhas obras não são primas ou irmãs, sou incorreto
Canto porque escuto e escuto o que não quero agora
Porque minha proprietária é a paixão, ela é a senhora.

Queria mesmo era declamar poemas em teatros lotados
Mas apenas pelas telas luminosas, de leitores bitolados
A minha poética encontra morada e mentes sem mentir
Sou poeta sim, mas a poesia, ela eu cumpro sem sentir.

Um grito é um grito mesmo em uma multidão barulhenta
Portanto eu grito porque meu silencio ninguém aguenta
Mas o silêncio é indiferente em uma imensidão silenciosa
E meu grito é minha poesia, pobre, infame e pretenciosa.

Quando aquele poeta morreu ninguém soltou fogos
E as crianças não interromperam bricadeiras e jogos
Porque Poesia não merece lágrimas nem comemoração
E um minuto de silêncio é apenas à heróis sem adoração.

Poesias são feitas da matéria em estado bruto da saudade
Musas da incandescente matéria dos sonhos de liberdade
Meu nome e sobrenome em capas de brochuras, a glória!
Certo, faço apenas a minha, mas estarei em sua história.

A inspiração caminha longe torta e bêbada esquecida de mim
Tenho poemas escritos em pedras, jorra meu sangue carmim
Acorda amada, enquanto dormes o dia não começa, Senhora
O café forte e meus pesadelos estão distantes de mim agora.

Um tempo, em que chumbo era a cor e gelada a temperatura
Fui abandonado, era apenas um ser, uma pálida e oca criatura
Ah, amada, quero apenas escutar as estrelas de suas pernas
Colares de hematitas em meu pescoço, as pedras são eternas.

Um dia sonhei que era uma barata e acordei sujo de merda
Barata come qualquer coisa, por isso que a Terra ela herda
Mas eu não quero a eternidade, nem ser Deus e nem Blatea
Apenas de minha arte ter o aplauso não escárnio da platéia.

Não declamo em teatros lotados de velhas de sedosas saias
Chá das cinco, nem bebo cervejas debaixo de apupos e vaias
Não sou Buk ou Oscar e não quero causar escândado nem dor
Minha arte é a poesia e não desejo o financiamento do ditador.

Buk não sabia rimar, e a maioria não consegue entender as rimas
Mas rimar é o mesmo que transar com a mãe ou comer as primas
Édipo morreu e não quero declamar minhas poesias no esgoto
Lugar de barata é na sarjeta e não quero ser um bicho escroto.

Feito pintores da antiguidade empresto minha arte aos nobres
Mas entretanto não recebo por elas nem pratas e nem cobres
Quadros em telas que pinto têm suas tintas muito fortes
Letras desenhadas em papel falando das minhas mortes.

Minhas poesia é grito, tal sirene de uma ambulância
Tentando furar o semáforo das almas da ignorância
Bombeiro tentando chegar antes do incêndio criminoso
Mas o crime não compensa e poeta é um ser mentiroso.

Porque não calar, seu estúpido! Porque não calas, agora
Mas o silêncio não é das coisas que o Poeta mais adora
Ao esgoto com sua Poesia, falou o Político sem piedade
Joguem ao lixo sua Poesia, proclamou El Rei da Maldade.

Monitor de computadores não é lugar de Poesia, seu tolo!
Ninguém sente, muito leram, mas existe a culpa e o dolo
Nem na sarjeta, nem nas esquinas, o lugar é na biblioteca
Que agora cedeu lugar aos ratos que lhe cobram hipoteca.

Não existem teatros sem piada e não gosto de humoristas
Bares lotados de bêbados não são lugar de poetas-artistas
Portanto, permaneça então empoeirada minha poética idiota
Enquanto não pagar juros de mora ao banqueiro e ao agiota.

Poesia é a arte dos tolos, mas também a arte dos justos
Então paguem à vista, porque à prazo tem outros custos
Quero berrar poesias, declamar poemas, vomitar meu ódio
E soltar peidos fedorendos, igual atleta que chega ao pódio.

Estou chegando ao final, mas sempre recomeço depois do fim
Não existe final porque é apenas um filme, uma história enfim
E tem horas que penso que não existo, sou apenas personagem
Criado a minha própria semelhança, aparência, apenas imagem.
21/7/2008

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 508.820 - Livro 964 - Folha 108

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

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