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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

ODE PENTECOSTAL AO PRAZER

Ode Pentecostal Ao Prazer

Barata Cichetto
Emoções Baratas
1 - Atordoado e Confuso

Atordoado e confuso, assentei minha bunda sobre o banco da praça
Pensando sobre quão forte era minha dor e enorme minha desgraça
Acariciei o fio da lâmina certo que sentiria dor quando rasgasse os pulsos
E ali parado permaneci até que passasse de morte a vida meus impulsos.

Queria gritar, mas a garganta ressecada não permitia, sorrir eu não podia
Com as graças do palhaço eu também não sorri, pois ele era tosco e fedia
Chorar não era o bastante, chorar não tinha sentido, chorar é bobagem
Porque chorar é ser fraco, chorar é ato daqueles a quem falta coragem.

Ali sentado olhando meninas transitando com suas saias transparentes
E um pensamento: "Ah, o que eu faria se ainda tivesse meus dentes!"
Coxas sedosas, pés de unhas pintadas trajados de sandálias de couro
"Ah, queria tanto lamber aqueles dedos, por isso eu daria muito ouro."

"Porque morrer, homem, quando há tanta buceta melada de desejo?"
Mas nem tal pensamento era bom e á lâmina do punhal dei um beijo
Pensamentos são mais perigosos que atitudes e eu sabia do seu fim
E eu sabia que queria morrer com alguém gritando de tesão por mim.


2 - Deus é Fiel

Crentes de saias e cabelos longos alugando o Paraíso a preço justo
O Céu é daqueles que pagam o seu dízimo e Deus fica com o custo
Mas seus cabelos escorriam pelas suas costas e batiam nas bundas
E eu não queria ir ao Céu, queria apenas lhes dar carícias profundas.

Com um sorriso maroto e uma Bíblia encardida debaixo do braço
Fingindo sedução da alma, a sedução da carne foi de um abraço
Mas eu sabia que debaixo daquela saia que lhe cobria as canelas
Tinha ela o desejo da carne aberto igual às interioranas janelas.

"- Porque o Senhor está em litígio com os habitantes da Terra
Não há sinceridade nem bondade." - Ela começara sua guerra
"- Juram falso, assassinam, roubam e cometem o adultério."
E minhas armas tinham que ser as mesmas, um despautério.

Meus lábios queriam aqueles que proferiam Censuras e Ameaças
E o silêncio era preciso e precioso e eu não queria outras Graças
- “E todos seus habitantes perecem, até peixes desaparecem."
Mas lábios carnudos e gostosos quanto aqueles todos merecem.

Retiro então a Sagrada Escritura de suas mãos trêmulas e ternas
Coloco sobre o banco e as seguro entre o vão das minhas pernas
- "Deus é Fiel" - E ela agarra com força o meu pinto e o acaricia
E naquele momento tenho sobre o Céu e o Inferno a supremacia.

Pouco tempo e aqueles lábios chupam a mim com fé e dando glórias
E aquela língua que antes tinha na Igreja a melhor das suas histórias
Agora conhece seu Desejo e a única libertação de seu Espírito Santo
Porque o Desejo é a Libertação, e a Religião é apenas Dor e Pranto.

Ela engole meu esperma e limpa os lábios com as costas da mão
E ajeitando sua saia proclama solene: "Deus Te Ama Meu Irmão!"
Existe um brilho estranho em seu olhar que mira o infinito sem cor
E ela não sabe ainda, mas acaba de conhecer a Verdade e a Dor.

Uma pomba branca pousada sobre a Bíblia, a testemunha silenciosa
Solta arrulhos e defeca sobre o Livro, desaparece a crente deliciosa
Atordoado e confuso, continuo sentado no banco gelado de cimento
Pensando sobre quão forte é meu desejo e enorme meu sentimento.


3 - Cantos Litúrgicos

Canto 1 - O Prazer de Deus
Em sua língua coloquem meu esperma e dêem glórias a mim
Adociquem suas existências com meu sangue doce e carmim
Creiam no poder do desejo e não creiam no desejo do poder
Acreditem no gozo e no tesão, dêem as suas bundas á foder.

Abram suas pernas, deixem que eu penetre em suas bucetas
Segurem meu pinto e masturbem em belas e doces punhetas
E bebam do líquido do meu orgasmo, urinem de tesão e de prazer
Deixando que a santidade o desejo mais profundo lhes possa trazer.


Canto 2 - O Deus do Prazer
- Não há pecado, portanto não existe nenhum pecador sobre a Terra
Então ninguém há a condenar nem absolver, não há lutas nem guerra
Pecado é enganar, mentir. Pecado é a hipocrisia de padres e sacerdotes
E maldito é aquele que prega moral enquanto olha por cima dos decotes.

- Deixem que eu lhes mostre a Verdade, Oh minha Congregação
Eu criei o desejo e o prazer com regozijo, prazer e real satisfação
Portanto sou Eu o Prazer e não há pecado nem pecador apenas Eu
E seu Prazer não é Seu. Seu Prazer é todos, é dos outros e é Meu.


4 - O Templo do Desejo

Não temam nem glorifiquem nem ao Demônio de terno nem ao Deus de manto
Porque não existem nem o Bem nem o Mal, nem existe o maldito nem o santo
Existem apenas á Humanidade, o Tempo, o Prazer e a Natureza
E também não temam nem glorifiquem nem a Moda ou a Beleza.

Dispam suas roupas e retirem da alma antigos traumas e velhos pudores
Porque dentro do Templo do Desejo não existem nem santos ou andores
Ídolos, Dinheiro e Poder deixem que queimem em chamas em suas mentes
Permitam que apenas o Prazer brote em suas almas como boas sementes.

Não existem limites ao Prazer e apenas a Morte é a fronteira, afinal
Portanto deixem que Ele chegue liberto das garras afiadas da moral
O Prazer é eletricidade, energia pura libertada durante o gozo
E não existe limite entre o que é saudável e o que é perigoso.

Quando todos chegarmos juntos ao Prazer e gritarmos de Tesão
Acontecerá no Infinito enorme estrondo, forçado por tal coalizão
Será o orgasmo de Deus e do Demônio que transam na Eternidade
E será então tal Orgasmo o grito de libertação de toda Humanidade.
24/1/2007

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 508.820 - Livro 964 - Folha 108

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

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