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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

DEVOÇÃO

Devoção

Barata Cichetto
Emoções Baratas
1 -
São três e meia da madrugada de um triste e amargo domingo
Igrejas e puteiros estão fechados, ninguém deseja falar comigo
Putas carentes de afeto dormem e sonham o sonho dos justos
Enquanto padres analisam solenes o balanço de ganhos e custos.

Tenho pernas doloridas, quase igual a todas as segundas-feiras
Enquanto padres batem punheta pensando em beatas e freiras
Putas batem siririca com dinheiro enfiado no meio de suas pernas
As putas conhecem a verdade e padres apenas mentiras eternas.

Enquanto amanhece, dobro esquinas mas nunca os joelhos
E crianças da sorte correm de mim assustadas feito coelhos
Bares estão fechados e nem tenho o direito de tomar um trago
Mas de qualquer forma, bebidas a mim tem certo gosto amargo.

A escuridão das ruas é pequena perante aquela de minha alma
Fui atirado do Céu, expulso do Inferno portanto não existe calma
Deus e o Diabo firmaram o pacto de sangue e agora estou ferrado
Sou apenas eu, destinado a ser o eterno, destinado a ser o errado.

2 -
Caminhando então, sem destino nem porque por esquinas tortas
Encontro putas, bichas e esperança nos olhos de crianças mortas
Mas agora são quase cinco da manhã e nem tenho café com leite
E o pior, nenhuma buceta quente que possa desfrutar com deleite.

Alguém esbarra em mim e parece ser um pingüim longe de seu lar
É um estranho pingüim com um crucifixo pendurando em um colar
Esfrego os olhos e percebo o engano: é uma freira clara feito a Lua
Pequena mas generosa em formas e a imagino completamente nua.

A freira chega perto de mim e sem nenhum som agarra meu braço
Empurra meu corpo contra a parede e quase sufoca em um abraço
Abro a braguilha das minhas calças e sem poder conter o que sinto
Dirijo aqueles lábios carnudos em direção ao meu endurecido pinto.

Ajoelhada aos meus pés, aquela freira chupa com fé o meu cacete
Soltando hora ou outra miados e gemidos em tom de baixo falsete
Enquanto uma de suas sedosas mãos segura firme o meu caralho
A outra manipula o crucifixo igual um jogador suas cartas de baralho.

Repentinamente ela interrompe aquele ato e ergue sobranceria
O hábito que lhe cobre um corpo cheio de desejos de arruaceira
E sem soltar a imagem, agarra meu pau enfiando em seu desejo
Pouco tenho a resistir e nem tento sequer lhe dar um doce beijo.

"Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois..."
A freira recita sua reza enquanto eu apenas conto: "Um... Dois..."
"... Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora..."
Reza á Maria, pede a seu Deus, mas é ao meu pênis que ela adora.

"... E na hora de nossa Morte..." E explodimos de tesão "...Amém"
Esperma escorre pelas suas pernas sedosas quanto às de ninguém
Ainda nem terminou a oração e a Santa parece não estar contente
E enfia o meu pinto entre as pregas de sua bunda macia habilmente.

"Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o vosso nome, seja..."
E enquanto meu pau entra e sai ela com ardor o crucifixo ainda beija
"...Feita a vossa vontade..." E é com vontade que eu enfio meu pau
"...Assim na Terra como no Céu". Ah, não sou nem bom nem mau.

"O pão nosso de cada dia nos dai hoje..." - Dá a bunda, querida freira
"Perdoai as nossas ofensas..." - Quero lhe foder hoje, ainda terça-feira
"...Assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido" - Gostosa!
"...E não nos deixe cair em tentação..." - Trepa, trepa, criatura gloriosa!

"Mas livrai-nos do mal. Amém". Amém, mas em seu rabo estou gozando
Ela morde o Cristo pregado e depois solta um gemido - "Estou gostando".
E aquela bunda branca quando asas de um anjo, reflete à luz do poste
Ai eu digo: "Comer uma bunda igual a sua não há aquele que não goste."

"Creio em Deus Pai todo poderoso, criador do Céu e da Terra..." Reza ela
Enquanto dirige minha cabeça em direção à sua buceta, minha freira cadela
Sem relutar, começo eu a chupar aquela buceta macia e quase sem pelos
Estou surdo e apenas chupo sem agora poder escutar suas rezas e apelos.

Quando termina a reza ela goza abundantemente e urra de tesão. Adormeço.
Ao acordar estou com calças arriadas e melado de esperma. Então estremeço
Crianças brincam ao meu redor e pessoas param e olham com seu olhar fixo
Sobre meu peito um bilhete: "Jesus te Ama" e um enorme e dourado crucifixo.
9/1/2007

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 508.820 - Livro 964 - Folha 108

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

A Aranha (Trecho) 1/9/1980

A Artesã e O Poeta 11/9/2008

A Balada de Izabel Cristina 28/12/2013

A Barca da Esperança 19/9/2006

À Beira da Morte 11/11/2006

A Bunda da Minha Amada 1/3/1998

A Carta e a Chuva 28/6/2008

A Carteira e o Poeta 4/1/2006

A César o Que é de César e a Augusto o Que é dos Anjos 17/11/2009

A Ciência da Poesia 5/12/2009

A Doença Que Eu Tanto Amo 5/12/2005

A Dor Suprema 19/9/2006

A Felicidade da Dor 17/12/2009

A Herança dos Sonhos 26/9/2008

A Humanidade é a Merda da Terra 8/11/2006

A Importância da Merda e a Merda da Importância (Porque Nenhuma Merda no Mundo é Mais Suja Que Seu Nome) 12/10/2002

A Ira dos Anjos 26/8/2009

A Ira e a Lira dos Demônios e dos Deuses Sem Gozo 25/8/2009

A Lenda da Fada da Foda 6/2/2015

A Lista 17/7/2016

A Mais Bela das Histórias de Amor Sobre a Terra. 7/7/2008

A Maldição da Barata Branca 24/10/2008

A Maldição do Tempo 20/1/2015

A Mendiga 8/2/2007

A Morte da Morte 1/8/2001

A Morte da Saudade 20/9/2009

A Música da Letra 15/10/2006

A Noite da Última Sorte 3/12/2002

A Noite dos Desesperados 20/9/2004

A Paciência dos Anjos e As Flores da Macedônia 21/9/2009

A Poesia Que Eu Preciso 31/1/2010

A Poesia, a Razão e a Loucura 9/7/2017

A Prisão da Liberdade 15/11/2009

A Professora e A Barata 1/11/2008

A Santidade da Vida 11/2/2007

A Serpente e A Raposa 11/12/2005

A Solidão e A Esperança 3/9/2006

A Solução da Corda 9/10/2009

À Sombra de Objetos Inexistentes (Antes do Começo e Depois do Fim) 21/3/2012

À Sulamita 30/7/2000

A Toalha e a Mesa 21/4/2008

A Verdadeira História da Betty Boop 28/4/2005

Aborto 11/11/2009

Acaso Eu Morra Amanhã 9/1/2006

Achados e Perdidos 27/5/2008

Ácida Cida 1/10/2000

 



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