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RÉQUIEM PARA UM DESEJO

Réquiem Para Um Desejo

Barata Cichetto
1958
Queria lhe dar de presente a dor que eu tanto tenho sentido
Dentro de uma caixa de papelão embrulhada em papel florido
Mas ela não é comportada em nenhuma caixa ou recipiente
Tão forte e tão poderosa que quase chega a ser onipotente.

Que lhe dar de presente o meu desejo, mas eu não o sinto
Há horas que não sou homem, parece que não tenho pinto
Meu desejo cabe na palma da minha mão, lânguido e triste
Tão fraco e gelado que a dor é quem permanece em riste.

É melhor sentir dor que sentir coisa alguma, melhor é sentir
Mas não sinto desejo, sinto dor sobre a qual não sei mentir
Estou morto e não sei até quando, morto e odeio arranjos
Mortos não sentem dor, mortos não beijam o cu dos anjos.

Sou porco e bêbado, desdentado e cego feito uma porta
Incorreto e marginal, errado e original, mas pouco importa
Roubastes meu desejo feito cadela que ladra pelos cantos
Que meu desejo é de dor e que por outra tenho encantos.

O desejo é perigoso feito o perdão, ambos matam a alma
Portanto não tenho desejo e não peço nada senão a calma
O perdão não o dou nem o peço, pois sonhos não o imploram
E tão pouco aceitam, porque é no Desejo que sonhos moram.

Quando rasgastes meus sonhos, esmagastes minha paixão
O que lhe resta possuir de mim agora é apenas compaixão
Desejo não podes desejar, pois desejo não é algo a desejar
Precisa ser sentido igual dor ou a enorme vontade de mijar.

Queria lhe dar meu desejo embalado com fitas em laços
Mas aí precisaria por tanto que a ter entre meus braços
Precisaria estar nu e precisaria lhe mostrar minhas cicatrizes
Mas a tal preço prefiro beber à dor e trepar com meretrizes.

Não prenhes naquilo que vês, nem em tudo o que escutas
Nem todas rosas são flores e nem todas marias são putas
Desejos não brotam da terra e desejos não brotam do chão
Brotam os desejos na porta e morrem os desejos no colchão.
17/11/2006

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 505.851 - Livro 958 - Folha 97

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

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