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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

ADONIRAN, FREDERICO, EU E... MINHA MÃE

Adoniran, Frederico, Eu e... Minha Mãe

Barata Cichetto
1958
Desculpem, mas eu não soube ser pai nem ser filho ou o espírito santo
Porque não sou fraco nem forte, eu sou apenas um poeta e outro tanto
Meu espírito é livre e aos santos e aos pais são dadas apenas as grades
E contento a mim mesmo, bêbado sem beber a bebida fraca dos frades.

Desculpem, mas o que eu aprendi dentro daquela suja penitenciária
Onde eu era o prisioneiro e o carcereiro pagando por uma cara diária
Foi que importante é libertar meus demônios e prender meus santos
Deixar minha alma nua, livre de orações, rezas e de sagrados mantos.

Não excomungo o dinheiro, desejo do mesmo jeito que o gozo das putas
Quero dinheiro a fim de comer bucetas e lutar minhas insensatas lutas
Mãe, eu sou apenas um aborto que nunca aconteceu e quero lhe contar
Histórias que nunca imaginastes mesmo que dedos eu tenha que apontar.

Poesia é apenas e não um somente, não sou poeta, nem Adoniran Barbosa
A comédia não é minha arte, minha arte é a tragédia, ela que é gostosa
Analfabeto e feio, caminho pelas ruas de uma cidade que não tem coração
Sou maldito e poeta mas a poesia não compra camisa nem paga a prestação.

Queria aprender a tocar um instrumento, compor musicas e subir ao palco
Seria assim, assim mesmo que eu comeria aquelas putas cheirando a talco
Adoniran era um mestre, eu sou apenas uma sobra esquecida pelos puteiros
Estou sob a pena de uma dor imensa que nunca sentem aqueles carniceiros.

Desculpa, mas minha poesia não é para ser lida pelas mães mas pelas filhas
Minhas pernas não sabem ficar paradas, minhas pernas são para as trilhas
Caminhos são apenas caminhos e qualquer um deles tem apenas seu destino
Portanto quero caminhar pelas ruas, comer putas morenas, moer o intestino.

Mãe, não sou um filho pródigo, meus retornos são apenas parte de caminhadas
Apenas um ponto onde minhas vírgulas precisam descansar e respirar aliviadas
Não tenho cruzes a carregar, nem quero ser sua cruz e nem ser o seu calvário
Sou uma pedra bruta e não quero ser lapidado, do medo eu não quero o salário.

Entenda que eu estaria morto acaso não fosse um poeta. E mortos não bebem
Mortos não trepam, mortos não falam palavrão, mortos não fodem apenas fedem
Quero portanto as putas e não as mortas, prefiro as tortas a santas e crentes
Prefiro sim ler uma história de Buk a gastar dinheiro consertando meus dentes.

Adoniran e seu Charuto pelas esquinas de uma cidade morta de medo e de pavor
Não tenho saudades da maloca nem daquela maloqueira que apenas fez um favor
Apenas agora eu queria pedir a ela que interrompa sua trepada e escute um grito
Que pare de chupar aquele pau, que pare de dar e buceta e escute o que sinto.

Minha arte é falsa quanto seus gritos de tesão, mas igual suas unhas ela corta
É tão pobre quanto seu desejo e tão miserável quanto o motivo que lhe importa
Não sou santo, nem espírito, nem pai nem filho pródigo, sou apenas indecente
Culpado não sou de seu tesão, mas da dor de seu útero, também sou inocente.

Sentem ao meu lado, escutem a história que lhes conto no banco de uma praça
Um analfabeto é o melhor contador de histórias e estas eu lhes conto de graça
O preço de minhas histórias são minhas lágrimas e eu prometo não chorar ontem
No entanto não as queiram alegres, pois alegres peçam a outro que lhes contem.

Putas são criaturas tristes e eu não quero a tristeza nem agora ou por um dia
Mas também não gosto dos folguedos populares e portanto não gosto da alegria
Não pretendo ser feliz mas verdadeiro, assim falou a filosofia de um tal Frederico
E eu não quero a filosofia, muito menos a falsa alegria de ser um palhaço de circo.
5/11/2006

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 505.851 - Livro 958 - Folha 97

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

A Aranha (Trecho) 1/9/1980

A Artesã e O Poeta 11/9/2008

A Balada de Izabel Cristina 28/12/2013

A Barca da Esperança 19/9/2006

À Beira da Morte 11/11/2006

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