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VACA MUNDANA (O FANTASMA DO ROCK)

Vaca Mundana
(O Fantasma do Rock)

Barata Cichetto
A Verdadeira História da Betty Boop
"Voraz tesão, mofino, arfante, inclina-me
Na areia as moles carnes, e mais nada:
Pois a ossatura já moeram os deuses na porrada."
Arquíloco de Paros, (Poeta Grego: 680 a.C. - 645 a.C.)

Não raspo agora mais a barba que lhe arranha o rosto
Que graça tem? Que graça tem? Qual é a graça e gosto?
Não sou eu, nem ninguém e também não quero ser nada
Porque nada é nada e a vaca não é profana nem sagrada.

Quero o leite das tuas mamas, o gozo da sua buceta
Não, não sou poeta, nem sou ateu e nem sou careta
Meladas carnes de vaca mundana alimentam o pasto
E os touros se alimentam e comem o que já é gasto.

O mundo não é salão de baile, nem motel de periferia
Respeito muito minha insanidade, mas prezo a alegria
Vacas mundanas são comida de abutres e outras aves
Estalo meus olhos, estufo meu peito, balanço as chaves.

Corra, corra que o mundo acaba amanhã de manhã cedo
Depois que fores servida e do teu gozo servir dor e medo
O mundo acaba amanhã e não há saída de emergência
Depois não reclame que em sua buceta há uma ardência.

Sou um careta espalhafatoso e tímido, tosco e desajeitado
O meu pinto não é grande e o meu prazer sempre rejeitado
A vaca tatuada, pinta na coxa. Real Betty Boop é o caralho!
Desenhos não têm graça e lhe dar prazer foi muito trabalho!

Vacas não morrem afogadas no mar, mas atolam na lama
Sagradas ou não, não entram na igreja porque não tem cama
"Minhas palavras são um sussurro, sua surdez é um grito"
E eu não sou Raul, nem estou ao Léu, nada sou, Cristo!

Não preciso de uma geladeira, nem de um fogão e liquidificador
Preciso de paixão, sentimento puro, alma quente, não de ralador
Vaca mundana gela meu desejo e põe meu tesão numa panela
E eu nem sei o que faço, então compro chocolates e dou a ela.

Adoro tuas divinas tetas, amo a sua pinta e a sua buceta, amém
Lhe faço um chá, massagem nas costas, lavo seus pés também
Mas caretas não dançam e o mundo é apenas um desejo mundano
Mas a chuva não impede que eu conserte uma dor, arrume o cano.

Dia perfeito é um dia sem dor, dia perfeito é dia sem nenhuma mentira
Quando queremos matar alguém, temos que saber quem primeiro atira
Não existe dia perfeito com outras vacas de falso ouro rondando o curral
Eu não sou careta, sou caro e meu preço não é o fútil, o inútil e o imoral.

Quem atira primeiro? Guarde a faca que eu lhe dou um beijo melado
Não corte o fio do telefone que seu pai está na linha cheiroso e pelado
Eu não tenho Glórias a dar. Nem a dar nem a comer, nada e ninguém
Não quero a saudade de não ter saído ontem à noite e comido alguém.

Balanças nos pastos tuas divinas tetas e saibas que é apenas um pernil
Sacrificado e pendurado em um açougue de carne humana, frescor pueril
Não quero saber de vacas que se entregam em um humano abatedouro
Porque minhas roupas estão rasgadas, mas minha alma é de puro ouro.

O baile acabou, com quem dançou? Quem foi que lhe comeu? Gozou?
Ah, então está bem... o que importa é o gozo, não importa quem rezou
Agora vai dormir que você está bêbada! Enfie seu dedinho na buceta
E sonha com o dia perfeito, um pedreiro garanhão, não com o careta.

Então construí-lhe um castelo cor de pêssego á beira do mar
Pintei paredes, coloquei quadros e flores, era apenas um lar
Aluguei uma carruagem, apenas uma velha Parati eu sei
Mas o cocheiro era um bom homem a serviço de seu Rei.

Cometi poemas, ajoelhei a seus pés em juras de paixão
Limpei seu vômito, limpei sua bunda e lambi seu chão
Chutei portas, arranquei fechaduras, espremi seu rosto
Apenas porque eu queria de seu corpo o antigo gosto.

Cometi loucuras, matei meu filho, meu pai, meu irmão
Mas apenas o que podia era segurar sua pequena mão
Enquanto passavam pano em suas loucuras insanas
Certos de que a igreja é o lugar de mentes profanas.

Porque tratastes a mim por bem quando querias mal
O que adiantou eu pintar as paredes de branco cal?
Porque peças mal encenadas em um teatro sem um palco
Se sua alma cheira esperma e a minha ainda cheira talco?

Porque não enfiastes a tesoura em minha garganta
Ou não colocastes Racumim dentro da minha janta?
Morto por morto ao menos seria um crime perfeito
E eu não teria agora tamanha tristeza em meu peito.

Agora sou apenas um fantasma buscando rasgar suas feridas
Minha alma queimada, o rosto dilacerado pelas suas mordidas
Mas o templo maldito irá ruir antes que o pior ainda aconteça
Sou um fantasma maldito, seu fantasma querida, não esqueça!
21/12/2005

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 508.830 - Livro 964 - Folha 118

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

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