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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

NÓS

Nós

Barata Cichetto
A Verdadeira História da Betty Boop
Sim, eu sempre fui um homem de uma mulher apenas
Somente uma, não as mulheres do Brasil ou de Atenas
Sempre fui um homem fiel, mesmo quando a infidelidade
Rondou minha porta, escancarou minha real infelicidade.

Eu sempre fui um homem que sempre dedicou respeito
Aquelas delicadas mulheres, mesmo que em meu peito
Ardesse a dor e queimasse o pranto em meu rosto molhado
Mesmo que queimasse minha alma por orgulho humilhado.

Eu sempre fui um homem de apenas uma única senhora
Sempre fui tolo por acreditar na paixão sem dia nem hora
Mas o tempo correu igual uma égua solta nos pastos sem fim
E agora apenas sei que apenas dor foi o que sobrou de mim.

Alquimista tolo, sempre transformei minha dor em paixão eterna
Idiota, sempre pensei que meu coração era maior que a perna
Agora, amando a única e derradeira mulher com paixão e ardor
Carrego comigo a dor e até ao meu caixão, levarei o meu amor.

Oh, Betty! Boop minha amada, derradeira e única canção
Deixe que eu a ame profundamente, que a ame de coração
Permita, mulher, que eu penetre totalmente em sua loucura
Que eu a ame e que nossa dor seja transformada em ternura.

Sim, derradeira amada, quero ser seu amante em horas certas
Amigo fiel nas outras, irmão nas horas poucas e por ora incertas
Desejo seu corpo com luxúria e sua alma com a maior certeza
Certo que belo é seu corpo e que de sua alma extraio a beleza.

Poemas tolos de um poeta que sempre aos sonhos entregou a alma
Tolas estrofes, tolas rimas, que lhe tirou a paz, o sossego e a calma
Mas poemas que lhe buscam pelas estrelas que brilham no universo
Porque és a maior das estrelas, a rima perfeita em prosa e em verso.

Enquanto dormes, meu coração agitado pulsa rápido em meu peito:
Dorme então, amada, enquanto minha alma descansa em seu leito.
E meu corpo inteiro aguarda o seu despertar em um abraço terno
Quando lhe darei muito mais que o céu e a terra, mas amor eterno.
19/8/2004

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 508.830 - Livro 964 - Folha 118

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

A Aranha (Trecho) 1/9/1980

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A Balada de Izabel Cristina 28/12/2013

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