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FIM?

Fim?

Barata Cichetto
A Verdadeira História da Betty Boop
Eu a amo e sempre, enquanto o tempo correr e o sangue nas artérias de meus braços
Amo, sim, fortemente quanto à dor que sinto em ter que partir, deixar os seus abraços
Amo do jeito que aprendi, amo de um jeito palhaço idiota, sem muito jeito, grosseiro
E continuarei amando, á distância, mesmo contra o tempo senhor da alma posseiro.

Como poeta eu a amei como homem e como homem e a amei como poeta tolo
Mas em meu desejo e em minha alma nunca existiram nem a culpa nem o dolo.
Eu a amo, e sempre a amarei, Betty Farnel de Alméia, minha ultima paixão
Porque apenas a mim compete meu destino, até que meu corpo repouse no caixão.

Perdoa, por minha falta de aptidão com as coisas que lhe eram caras, querida
Sim, perdoa, amor, por aumentar a sua dor, perdoa por aumentar a sua ferida
Não posso suportar a dor que pulsa em meu peito, a culpa em minha alma doente
Por não poder lhe arrancar a dor da sua alma, como o dentista arranca um dente.

Sua dor dói em minha alma e eu não soube, inepto que sou, a forma de lhe alegrar
Fosse eu um palhaço, poderia lhe ter causado sorriso maior e o circo a fogo pegar
E acaso fosse eu o homem do jeito que imaginastes que era, poderia ainda agora
Em lugar de cometer outro poema, ode idiota, estar cercado de sua presença senhora.

Mas agora, minha querida Boop, senhora e dona de meu desejo, criatura perfeita
Que tem a força e a coragem, escondidas debaixo de um manto de dor refeita.
Tenho que partir, com uma dor intensa, com rachaduras profundas no coração
Certo, entretanto que és forte e a sua fortaleza é maior que minha pobre paixão.

Acima da dor e acima da paixão, existe algo chamado comumente de Esperança
E é ela que alimenta minha existência, é a ela a quem alimento igual à Criança
E de esperança batizei seu nome, e de Esperança, Tosco Poeta a mim também,
Sendo que de Esperança chamarei agora, a oração onde eu digo a Deus, Amém!

Tosco poeta, sempre acreditei em coisas eternas, ao menos duradouras á eternidade
E o que é a eternidade senão momentos, o que é senão apenas horas de felicidade?
E muitas delas destes a mim, e muitas delas, horas sem fim, horas que sonhastes por mim
E os momentos que contigo eu sonhei, são apenas momentos eternos, momentos sem fim.

È o fim decretastes a mim. Mas um poeta nunca desiste dos sonhos ou não seria poeta algum
Fim, amada, fim de uma existência, fim de um sonho real, fim de um jogo, um fim nenhum
Porque sonho não acaba, sonho amanhece, sonho evanesce, sonho é apenas, apenas sonhar
E hoje e amanhã, enquanto minha existência durar, serás um sonho que eu não soube sonhar.
7/9/2004

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 508.830 - Livro 964 - Folha 118

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

A Aranha (Trecho) 1/9/1980

A Artesã e O Poeta 11/9/2008

A Balada de Izabel Cristina 28/12/2013

A Barca da Esperança 19/9/2006

À Beira da Morte 11/11/2006

A Bunda da Minha Amada 1/3/1998

A Carta e a Chuva 28/6/2008

A Carteira e o Poeta 4/1/2006

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A Ciência da Poesia 5/12/2009

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A Morte da Saudade 20/9/2009

A Música da Letra 15/10/2006

A Noite da Última Sorte 3/12/2002

A Noite dos Desesperados 20/9/2004

A Paciência dos Anjos e As Flores da Macedônia 21/9/2009

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A Toalha e a Mesa 21/4/2008

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Aborto 11/11/2009

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Achados e Perdidos 27/5/2008

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