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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

SADE. POE E EU ( OU "DESEJOS PROIBÍDOS")

Sade. Poe e Eu ( Ou

Barata Cichetto
Impessoal e Transferível
1-
Quando proibiram o Marquês de cometer os seus escritos duros e insanos
Tomaram suas penas, lhe negaram as folhas de papel, não a inspiração
Diferente de mim, ele não desistiu da escrita durante longos e duros anos
Ao contrário tomou as paredes, usou do próprio sangue do seu coração.

O Marquês era o Marquês e eu apenas um idiota com manias estranhas
Que acredita que a escrita irá acrescentar algo a uma humanidade suja
Mas quero entrementes continuar a retirar das minhas porcas entranhas
Outros delírios em forma de poemas que sujem de merda a própria cuja.

Por falar em merda, o Marquês usou dela para cometer seus escritos
Com ela cometeu seu delírio depois que lhe arrancaram até sua língua
Com ela desbancou padres, reis e outros imundos e nojentos proscritos
Até o deixarem morrer por falta de escrita, um gênio morto á mingua.

Eu, e eu não sou nem gênio muito menos o grande e absoluto Marquês
Arranco minhas carnes igual a um carneiro e uso minha pele como papel
Depois retiro da sarjeta, a caneta de ouro desprezada pelo bom burguês
E cometo meus escritos falando de merda, de Sade e das putas de bordel.

2 - 
Quando me proibistes de desejar seu corpo, lhe cometer prazeres insanos
Desfilando pelada pelos cantos e abandonando meu desejo a masturbação
Diferente do Marquês eu não passei a cometer delírios em nomes romanos
Passei a lhe dedicar meus sonhos, desenhando no lençol estranha decoração

A minha poesia não é digna de Poe, sou apenas um escritor em cujas sanhas
Nem mesmo acredita a quem dedico minha existência podre a dita cuja
Porque abandonastes seu desejo, buscastes o prazer nas próprias entranhas
Enquanto eu a desejo pelos cantos, lambuzando de porra sua saia suja?

O Marquês era louco, Poe bêbado. Quisera eu ser igual a esses proscritos
Porque poderia lhe dedicar uma ode à sua altura, mas agora á mingua
Abandonado apenas a solidão do colchão e aos meus tolos mal-escritos
Apenas aguardo o momento final em que cessará de falar a minha língua.

Pelada desfilarás, não mais trancar a porta para saciar o desejo burguês
O meu desejo estará morto comigo, restará apenas este sujo pedaço de papel
Ao qual lambuzo do fruto do desejo solitário e ao contrário da genial Marquês
Saibas que aquele que a amou é apenas um estúpido e tolo poeta de bordel.
17/2/2002

-

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 508.830 - Livro 964 - Folha 118

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

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