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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

PRÉ-POTÊNCIA

Pré-Potência

Barata Cichetto
Sangue de Barata
Julho de 2222! Uma bomba com uma potência jamais imaginada
É jogada de um bombeiro chinês sobre o que antes era chamada
A capital do mundo ocidental e da Liberdade, a capital capitalista
Agora o mundo desconhecia o poder militar daquela terra ufanista.

Há cerca de 200 anos, o planeta desconhecia tal poder, o amarelo
Mas o poder é incolor, não tem aparência, não é feio nem tão belo
Agora o planeta conhecia um poder sem eira nem beira, nem pudor
Um poder é igual a qualquer outro, apenas o poder de causar dor.

Robôs de olhos esticados, pinças e garras em lugar de seus dedos
Enxergando além de esqueletos humanos, seus sonhos e medos
Destruíam qualquer coisa a sua frente com olhos de líquido metal
E aquela antiga potência agora encolhida de dor, em posição fetal.

Gritos de dor em inglês são lançados ao ar, gritos de dor lancinantes
Mas o restante do planeta ensurdeceu do mesmo jeito do que antes
Aquela pátria era surda ao choro de crianças de outras bandeiras
Que transformaram em armas as dores, em balas suas mamadeiras.

Aquela nação que antes prostara todos aqueles que julgara inimigos
Permanece agora, de joelhos perante amarelos e suplica por amigos
Em ruínas todos monumentos de seu domínio, em ruínas sua imensidão
Choram políticos, mas aquela terra jamais recuperará sua mansidão.

A história derrotou impérios e imperadores que não podiam ser derrotados
Tiranos caíram e jamais poderiam cair, reis e reinados foram á latrina jogados
O mundo esqueceu, mas ditadores emudeceram perante outros, apenas a eles
Porque ditadores apenas se calam perante outros ditadores, apenas àqueles.

Mas aquele dia ao planeta seria histórico pela barbárie e quantidade de sangue
Uma pátria inteira entregue á própria sorte, um país inteiro subjugado e exangue
A espada da vingança alcançara finalmente a cabeça daquele povo prepotente
E agora cumpre a sina dos poderosos e sem glória se torna uma nação impotente.

Quando a última bomba despencou sobre as cabeças daquelas pessoas do norte
O mundo conheceu um novo proprietário, e novamente foi lançado à própria sorte
Porque a humanidade precisa de donos, de xerifes e protetores de espada em riste
E, portanto jamais terá a liberdade e a alegria, sendo eternamente um povo triste.
13/5/2004

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 505.850 - Livro 958 - Folha 96

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

A Aranha (Trecho) 1/9/1980

A Artesã e O Poeta 11/9/2008

A Balada de Izabel Cristina 28/12/2013

A Barca da Esperança 19/9/2006

À Beira da Morte 11/11/2006

A Bunda da Minha Amada 1/3/1998

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A Música da Letra 15/10/2006

A Noite da Última Sorte 3/12/2002

A Noite dos Desesperados 20/9/2004

A Paciência dos Anjos e As Flores da Macedônia 21/9/2009

A Poesia Que Eu Preciso 31/1/2010

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Aborto 11/11/2009

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Ácida Cida 1/10/2000

 


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