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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

CANTO ONANÍSTICO Á MORTE

Canto Onanístico á Morte

Barata Cichetto
Sangue de Barata
(Para Maria Aparecida, a Santa)

1 - 
Filho bastardo de uma consciência dúbia, alguém sem escrúpulos, doente.
Perambulo pelas esquinas, bêbado de cachaça sem uma maconha decente.
Seria realidade a minha infinita pré-disposição em ser eternamente pobre?
Em ser um inútil poeta de bar de esquina, jamais de um restaurante nobre?

2 -
Desajustado ser, cabelos longos, barba tosca, dentes podres, magro de doer
Com o desejo bradando, um intenso desejo erótico até os ossos me corroer.
Brada, brada meu desejo! Carrega até a sepultura a minha carne apodrecida
Porque eu não saciei meu desejo, fodendo a buceta loira de Maria Aparecida.

3 -
Ao inferno com os tímidos, ao inferno com os tolos, ao inferno com as putas
Fodam-se todos vocês, diretores, fundadores e fodedores de empresas e lutas
Meu ódio a todos vocês! Comedores de merda em forma de pratos suculentos
Também aos padres e pastores de merda, comam seus próprios escrementos

4 -
Quero foder sua buceta, minha doce! E também sua mãe e o cu da sua filha 
Trindade maldita, santos e santas em uma orgia celestial, deus e sua matilha.
Porque minha mente doente cospe minha alma por entre meus podres dentes
E agora é apenas um cuspe nojento secando na calçada, pisada por doentes.

5 -
Maria Aparecida minha professora-operária, loira igual ao sol alto de janeiro
Porque trocastes meu pau pelo pau de um professor ou de um engenheiro?
Brindei Onan em sua homenagem, noites insones pensando em tua buceta
E agora me acabo nesses falsos gozos, em uma poesia em forma de punheta.

6 -
Sou doente, criança; bêbado e cretino. Um ser torto, filho bastardo de deus
Amaldiçoado talvez, sangue ruim com certeza e a alma morta igual aos ateus
Escarro sobre as tumbas dos santos, fodam-se os anjos, danem-se as freiras
Porque eu sempre morro e renasço mais fraco em todas as segundas-feiras.

7 -
Quero um epitáfio em minha sepultura, com gosto da mais pura vingança
Porque sou aquele que nunca dançou aquela música conforme a sua dança:
"Aqui jaz só um homem só, que a seu modo lutou pela liberdade e a paixão
Mas sepultou dentro de si o desejo junto com a morte dentro de seu caixão."

8 -
O presente canto é minha penúltima despedida, porque o último será perfeito
Escrito com o sangue grosso que escorrerá do meu amargurado e tosco peito
Igual á outra puta ela chorará e limpará meu sangue em outro sudário santo
E depois da siririca, enterrará meu corpo, encerrando assim sua era de pranto.

9 -
Do inferno o coro de demônios: "Não queremos aqui esse poeta maldito!"
Já do céu, um anjo eunuco cantará:"Não põe na minha bunda senão eu grito!"
Uma assembléia de santos, deuses e demônios estará reunida em deliberação
Decidindo que minha alma deve apodrecer só sem piedade ou consideração.

10 -
Aparecida, a Maria, fruto de minha paixão desvairada, atirará em sua cabeça
E não poderei segurar a sua mão antes que essa desgraça enfim aconteça
Aparecida. Ah, Cida! Ácida Cida! Doce buceta, perdoa a minha falta de pudor
Mas eu a prefiro morta comigo, que fodendo com esse seu porco educador.

11 -
Caminhará entre anjos e demônios, despertará cobiça dos deuses efeminados
Entre putas serás a santa de devoção, erguerás da tumba espíritos danados
Então serei pela próxima eternidade o teu deus, demônio, teu puto de bordel
Transformando harpas em farpas e o trono divino em nosso quarto de motel.

12 -
Ave, Maria, Aparecida, cheia de graça, deita em meu ombro a tua desgraça
Quero te comer na cama, na pia, te foder inteira deitada no banco da praça.
Pois bendito será o gozo de sua buceta e bendita será a sua bunda no além.
Puta Maria, rogue por mim, por nós, agora e na hora da nossa morte, amém!
1/11/2002

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 505.850 - Livro 958 - Folha 96

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

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