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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

O FABRICANTE DE SONHOS

O Fabricante de Sonhos

Barata Cichetto
Sangue de Barata
I - ESPIRAL

Estou sentado à frente ao caderno espiral
Onde costumo rabiscar coisas que sinto
É a única coisa que sobra em mim, afinal
Sentir. Porque mesmo que meu sangue tinto
Escorra de minha cabeça em atitude letal
Sobrarão em mim sentimentos que não minto.

Em meu caderno despejo a minha enorme dor
Sentimentos justos, honestos embora confusos
Mas meu sentimento por tempos enganador
Deixa meu peito e em garranchos difusos
Escorre pelas linhas com seu jeito encantador
Girando e penetrando igual espiral ou parafusos.

Sentimentos puros, diria o amigo poeta terno
Mas não são, amigo poeta, estão contaminados
O tempo que tratou ele mesmo de ser eterno
E agora igual a soldado em campos minados
Caminho em círculos abertos de espiral de caderno
Onde conto porque sonhos não são meninos mimados.

II - ARMÁRIO

Há um armário onde meus sonhos estão guardados
Sete segredos o fecham e dois cadeados enferrujados
Ali existem quatro décadas de meus sonhos dourados
É claro que muitos crus, mas os outros estão mofados

Um armário fechado onde ficam guardados meus segredos
Tosco, rude e pouco seguro igual aos nossos degredos
Ali guardo entre outras coisas, buscas, insânias e medos
E inúmeras pontas de cigarro que queimaram meus dedos.

Antes que arrombes a porta de meu armário podre
Lhe darei a chave bem guardada em meu coldre
Abra e desfrute de segredos que jamais imaginastes
Construídos sobre concreto, pesados como guindastes.

Guardes em seu sutiã, o segredo da porta de meu armário
Faças deles teus sonhos ou em um coletivo imaginário
Disponhas das peças arrumadas sem muito critério
Depois deposites umas flores murchas no cemitério.


III - FABRICANTE DE SONHOS

Uma pilha de cadernos espiral dentro de uma armário trancado
É o estoque de produção de minha fábrica de sonhos mortos
Cercada de seguranças armados e cercas de arame farpado
Falida por falta de clientes e por um par de economistas mortos.

Sou aquele que fabrica mas que tem uma sina
Produtos estocados sem comercio ou comprador
Mas não sou aquele que seu sonho assassina
Apenas para comprar um potente computador.

Saibam crianças, que sonhos são como brinquedos
Ensinam, divertem, mas quebram e desaparecem
Deixando apenas lembranças e degenerados medos
Quando a realidade do dinheiro e da paixão aparecem.

Sou um homem cansado, cansado até para sonhar e acordar
Mas ainda tenho sentimentos em um espiral caderno
Em que estará meu testamento quando a morte me abordar
Carregando sonhos cansados ao seu repouso eterno.
17/5/2001

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 505.850 - Livro 958 - Folha 96

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

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