Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".

Livros de Poesia de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto.
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| PoesiaContos | Crônicas | Autobiografia |

 Como Anda Seu Pedido?

Syd Barrett Não Mora Mais Aqui!
Luiz Carlos Barata Cichetto
Ano: 2013
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Cronicas
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Páginas: 288
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Preço: R$ 40,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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49 crônicas e artigos sobre Rock.
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Trecho
Syd Barrett criou a essência do Pink Floyd, mas depois não coube mais dentro de sua própria criação. Aquilo era pequeno demais para caber sua genialidade. Syd Barrett era maior que o Pink Floyd. Sempre foi e sempre será. Segundo conta a história, ou melhor, contam os remanescentes da banda, Syd foi colocado de escanteio por causa de sua "deterioração mental". Afinal, aprisionar aquela gostosa da Karine (a peladona que aparece na capa de “Madcap Laughs” era a namorada dele na época) num apartamento e lhe passar bolachas por baixo da porta era coisa de doido mesmo. Aparecer no palco com a cabeça cheia com uma pasta de comprimidos é coisa de maluco mesmo. Ficar tocando uma nota apenas na guitarra, então, isso é coisa de doente mental.

Mas Roger Keith Barrett não era maluco, maluco eram eles. E sabiam disso. Tanto sabiam que continuaram a usar as idéias digamos pouco ortodoxas de Syd em um monte de discos que seguiram a saída dele. "The Dark Side Of The Moon", segundo Waters e Gilmour era uma homenagem a ele, pois "apenas os lunáticos podem enxergar o lado escuro da lua". Lunático? Syd era lunático? Claro que não. Chamar Syd Barrett de lunático é o mesmo que chamar Freud, Schopenhauer, Da Vinci, Einstein também de lunáticos.

Um sujeito que pegou o Rock e disse: "Ok, vamos à lavanderia!". Que pegou as experiências sonoras de John Cage (outro lunático?), colocou uma pitada de musica erudita, um quilo de Rock'n'Roll, bateu num liquidificador mental e transformou essa pasta num belo e florido Elefante Efervescente. Um elefante que esmagou os conceitos sobre música para sempre. Não era um maluco, nem doido, nem doente mental. Era um gênio. E a história da musica deverá ser escrita no futuro da seguinte forma: AB/DB, ou seja, Antes de Barrett e Depois de Barrett.
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Versos Orgânicos
Barata Cichetto
Ano: 2013
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 56
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Trecho
Introdução Literal


Fizestes dos pintos a sua adoração
E do pente e da tesoura a profissão
Mas amas sobre tudo o meu caralho
Seu precioso instrumento de trabalho.

Conheças agora, ó penteadeira vadia
Poemas feitos sob a minha covardia
Onde a coragem de foder a tua bunda
Deu margem a uma poesia vagabunda.

O poema é uma verdade que te conto
De fato ode inútil de um poeta tonto
Que em lugar de foder a tua buceta
Escreve poemas e bate uma punheta.

Mas o poema é um desejo e um relato
Da sua buceta eu desenho um retrato
E a lenda conto nestes orgânicos versos
Sobre a maior puta de todos universos.
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O Poeta e Seus Espelhos (101 Poemas em 90 Dias)
Luiz Carlos Barata Cichetto
Ano: 2013
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 168
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Preço: R$ 35,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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EU E MEUS ESPELHOS



Exatamente no dia em que completo 55 anos de idade e cerca de quarenta anos como poeta e escritor, concluo outra série de poemas. Uma idéia, meio espontânea, surgiu quando, após iniciar uma nova série em 25 de Março de 2013. Portador de uma ânsia absurda de escrever, criei um objetivo intimo: 90 poemas em 90 dias. Não era um compromisso formal, mas algo realmente interno e tive o cuidado de não forçar a escrita para não perder a espontaneidade, fator essencial à poesia.

Mas as coisas foram saindo, e teve dias de eu escrever três ou quatro poemas. Mais uma vez decidi colocar fim à carreira de poeta por achar que já disse tudo o que tinha o que dizer usando tal forma de expressão. E estabeleci que 25 de Junho seria o "dead end". O fato é que, quatro ou cinco dias antes desse dia já tinha 99. Faltava uma, que não saia. Parecia que estava realmente esperando o nascer do dia 25 para completar o ciclo proposto. E foi realmente assim que ocorreu.

"Cohena Vive!" era titulo de um de meus livros mais recentes, baseado num sonho e onde eu demonstrava meus sentimentos de luta. E um final para o atual não poderia ser diferente do que a morte desse "personagem". "Cohena" tinha que morrer, pois assim se fechava um ciclo. E eu o matei!

O titulo desse trabalho foi indiretamente dado pela amiga Joanna Franko, uma pessoa que tem sido uma das maiores incentivadoras do meu trabalho, quando ao comentar outro texto meu que tinha por mote os espelhos usou a frase: "O Poeta e Seus Espelhos".

Estes cem poemas completam oitocentos da minha era moderna. E todos, sem exceção, frutos talvez podres da minha cabeça que não pára de se assustar com uma sociedade humana de merda, que caminha rápido à extinção. Não acredito mais em nada mais do que se possa chamar de apego á humanidade. E acredito que ao retratar isso, sob a forma de poemas que são na verdade espelhos, coloco não apenas o meu, mas o sentimento de toda a humanidade, que no fundo tem medo desse espelho.

E por fim, espero que sintam, mais que qualquer outra coisa, o desejo constante nestes poemas. Sintam-nos como sentem orgasmo. Pois sentir é a única coisa que nos sobra neste momento. A Poesia morre a cada dia, porque morre a capacidade dos seres humanos de sentir orgasmos verdadeiros. E se eu puder, de alguma forma causar-te um orgasmo com algum desses meus poemas-pintos estarei feliz. Se em 100 poemas, gozados em 90 dias, eu puder te causar apenas um orgasmo... Decerto gozarei contigo. No espelho!

Cohena Está Morto! Viva o prazer!


Luiz Carlos "Barata" Cichetto, 25 de Junho de 2013
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Trecho
Nada Mais a Declarar
(Pão, Poesia & Puta)

Estamos todos perdidos, à beira de um abismo
Ore aos seus sagrados e decore o seu catecismo
Foda todas as mulheres que puder, dê a bunda
Chame sua mãe de vaca e a irmã de vagabunda
Nada existe que lhe condene, nenhum inferno
Há apenas o agora, e o agora é o único eterno.

Estamos todos fudidos, não adianta a oração
Pois ela não lhe trará nenhuma condecoração
Coma a tudo e a todos, foda com sua sobrinha
Pois não há pecado e não existe fada-madrinha
O que existem são apenas mentiras piedosas
Contadas e acreditadas pelas putas caridosas.

Estamos todos ferrados e nem adianta reclamar
Porque deste planeta não tem saida para o mar
Pode rogar aos demônios, aos deuses e às fadas
Mas apenas o escutarão as crianças e as safadas
Os inocentes e os indecentes herdarão a cidade
Porque a eles pertence o reino da simplicidade.

Estamos sim, bem fudidos e mal pagos, de graça
E não adianta reclamar do leite da sua desgraça
Foda com todos os machos, trepe mesmo comigo
Sentindo o prazer de trepar com seu pior inimigo
Não há senão, não há por que não e não há além
Se não fodes com todos não sabes foder ninguém.

Estamos ferrados, fudidos e sem orgasmo à vista
Não adianta colocar o terno para a sua entrevista
Acabou o que era doce, nem amargo ou com sal
Sobrou apenas o insípido, o plástico e o colossal
Em uma terra de todos, que é terra de ninguém
O gigante acéfalo caminha em busca de alguém.

Estamos no fim e chegamos onde não poderíamos
E não há nada do que esperar do que deveríamos
Foda a todos, coma a todas e entupa-se com tudo
Dê sua comida ás putas, aos mendigos o sobretudo
Então fodam-se todos, não esperem mais por mim
Porque chego agora ao que podem chamar de fim.

26/04/2013
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Comentários
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O Câncer, O Leão e O Escorpião
Barata Cichetto
Ano: 2011
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 64
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Poemas escritos entre 2008 e 2009
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Trecho
Prefácios


A Prisão da Liberdade
(A’O Cu de Vênus)

Porque seu desejo fútil e o inútil tesão
São apertadas amarras, garras de leão.
Barras de aço de belas celas de prisão.

Olhos
(A’O Câncer, O Leão e O Escorpião)

Tenho olhos inchados por tanto beber e tão pouco dormir.
Tenho rugas profundas por tanto chorar e tão pouco sorrir.

Olhos inchados, rugas profundas e a profunda vontade
Bebidas, lágrimas e um profundo desejo de eternidade.

Barata Cichetto
Fevereiro de 2011
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Comentários
“Uma ode sarcástica ao sexo, a devassidão que ninguém quer falar sobre, mas que existe no âmago de todo ser humano!! Você faz o lado da devassidão humana aparecer num esplendor bacante. E eu coloco as sombras e o sobrenatural que ninguém ousa tocar, o abismo, nas minhas obras. Estamos completos!!” - Amyr Cantusio Jr. - Músico, Teósofo, Compositor, Filósofo - Campinas - SP

"Ahhhh só você pra ter CULHÃO pra escrever O CÚ DE VÊNUS, meu velho! Inspirou em mim meus mais ardentes e secretos desejos de arrotar na cara dos hipócritas, assim como você cagou... " - Mara Lee - Produtora – Santos - SP

"Um dos artistas mais instigantes, inteligentes e imprevisíveis - só para ficar nos adjetivos começados com a letra 'i' - que conheci pela internet. Poeta, apresentador de radioweb e produtor cultural, Barata Cichetto faz parte da cultura underground de SP desde os anos 70, inclusive da chamada geração mimeógrafo. A mente do cara fervilha de projetos e um deles está disponível para download. Com trilha sonora de Amyr Cantusio Jr, O Anjo Venusanal é composto por 30 poesias do Barata. Na capa do projeto, é citada uma frase de um texto recente meu, da qual o Barata gostou muito e até a estampou várias vezes no seu site juntamente com um verso de um rap que fiz." - Cassionei Petry - http://cassionei.blogspot.com/2011/02/o-anjo-venusanal-de-barata-cichetto.html
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Patrulha do Espaço no Planeta Rock
Luiz Carlos Barata Cichetto
Ano: 2013
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Edição: 2ª
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Formato: 15 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Ensaios e Crônicas
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Páginas: 140
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Preço: R$ 35,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Apresentação

Desde 1977, quando estive presente ao primeiro show da Patrulha do Espaço, no Concerto Latino Americano de Rock em São Paulo, ainda como “a banda do mutante Arnaldo Baptista” nunca mais desgrudei os olhos e ouvidos dessa banda. São trinta e cinco anos de carreira, vinte discos, entre CDs e LPs, centenas e centenas de shows.

Durante determinado período de tempo, passei a viajar e participar intensamente dessa tripulação, vendendo shows, organizando eventos, criando artes, sites, conceitos de discos (como foi o caso de “.ComPacto”) e principalmente participando da minha maior experiência como roqueiro. Foi um período de muita criatividade, tanto por parte da banda como minha, e essa convivência culminou com uma amizade com seu capitão-mor Rolando Castello Junior, que não canso de declarar aos quatro ventos, é um dos maiores bateristas do mundo, em todos os tempos, e em pé de igualdade com os grandes gênios das baquetas, como Keith Moon, John Bonhan e Neil Peart.

Donos das chamadas “personalidades fortes” (apelido dado às pessoas teimosas e persistentes e que amam aquilo que fazem acima de tudo) tivemos alguns atritos ao longo dos anos. E alguns até contados nestes textos. E atritos em uma amizade são como dizia Nietzsche: ou a mata ou fortalece. Fortaleceu.

Durante minha jornada a bordo da Patrulha, durante algum tempo escrevi crônicas diárias sobre cada show ou viagem, escrevi textos para releases, fiz entrevistas com Rolando e mais recentemente, já neste ano de 2012, tive a honra de construir mais um site para a banda.
Este pequeno volume, criado especialmente aos seguidores desta que é uma das maiores e mais importantes bandas do combalido cenário de Rock no Brasil, é um apanhado desses escritos, publicados em A Barata, blogs e sites de música e é dedicado a todos Espaçonautas que fizeram dessa tripulação, a mais roqueira do planeta.

Luiz Carlos Barata Cichetto
Setembro de 2012.... 35 anos depois daquele de 1977...
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Trecho
A palavra "faquir", de origem árabe que significa "pobreza" e designava uma pessoa dedicada á exercícios que exigiam alto poder de controle sobre sua própria mente a fim de executar feitos como engolir fogo ou dormir sobre camas de pregos. Os faquires viviam da esmola ou de pagamentos feitos em troca da recitação de escrituras, versos ou nomes santos. Na Índia, os faquires eram confundidos com mendigos.

Agora, o que tem isso a ver com Patrulha do Espaço? "Dormindo em Cama de Pregos", mais recente CD, em realidade um EP que contem quatro faixas inéditas e dois “bônus”, é o 20º disco da banda capitaneada pelo baterista Rolando Castello Junior, que desde 2004 não lançava material inédito. Depois de "Missão na Área 13", último de estúdio e penúltimo com a formação anterior que incluía Marcelo Schevano, Luiz Domingues e Rodrigo Hid, a Patrulha lançou em 2007 o CD "Capturados ao Vivo no CCSP em 2004", gravado no Centro Cultural São Paulo. A atual tripulação que conta com Rolando Castello Jr. (bateria), Marta Benevolo (vocais), Paulo Carvalho (baixo) e Danilo Zanite (guitarra e voz) nunca tinha lançado um disco, mas agora nos brinda com "Dormindo..." que apesar das poucas faixas é uma coleção de musicas absolutamente essenciais.

"Rolando Rock", é uma espécie de autobiografia de Rolando Castello Junior e "Riff Matador" soa como uma declaração de propósitos da banda. "Maquina do Tempo" e "Estrelas Dirão", uma balada e um Rock básico são as outras faixas inéditas do disco. Quanto às bônus: "Quatro Cordas e Um Vocal", gravada com Schevano na guitarra e vocal e o baixista René Seabra, é uma belíssima e emocionante homenagem ao baixista Oswaldo Gennari, o Kokinho, e Débora Carvalho, vocalista da banda Made In Brazil, que faleceram em 2008/2009. "Rock Com Roll" é uma faixa ao vivo ainda da formação antiga.
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Comentários
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Viver... É Apenas Contar História
Luiz Carlos Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Cronicas
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Páginas: 168
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Preço: R$ 30,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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"Viver É Apenas Contar Histórias" é um apanhado das 45 melhores crônicas escritas por Luiz Carlos Barata Cichetto nos últimos 10 anos. Nesse período foram escritas cerca de 2000 e a maior parte publicada no site A Barata, criação do autor em 1997, que durante muito tempo foi um expoente no Rock e da Cultura, lançando bandas e publicando autores independentes.

São crônicas escritas numa linguagem franca, por horas escatológica, e que como uma metralhadora giratória cospem fogo para todos os lados, mas que tem por alvo a hipocrisia e retratam a angústia e a solidão dos seres humanos pensantes num mundo a cada dia mais vazio, sombrio e cheio de egoísmo e desamor.
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Trecho
Viver... É Apenas Contar História...
A Jon Lord e Meu Amigo ARL, que hoje deixaram de contar e fazer parte de algumas histórias


Quando morre uma pessoa com quem partilhamos um pedaço de nossa história nos sentimentos tristes. Tristes, porque com ela desaparece um pouco de nós mesmos. E não ficamos tristes apenas por saudades, por falta da presença, por gostar ou deixar de gostar. Nem é porque amamos ou até mesmo odiamos, mas porque com ela morre sempre um pouco de nós, justamente aqueles pedaços, bons ou ruins que compartilhamos com o morto. Aqueles pedaços se foram para sempre e então sentimos a nossa própria morte ali... E nos sentimos fracos porque aquele ser defunto carregou com ele um pedaço, maior ou menor de nós. Sabemos que no fundo somos todos apenas mortos demorando um pouco mais ou um pouco menos. Somos apenas história, e a de cada um é formada por pedaços das histórias dos outros. Um pedaço de cada um que interagiu conosco, forma a nossa história, e cada pedaço nosso, a história de todos aqueles com quem a partilhamos. Então, quando morre alguém com que interagimos por anos, apenas por dia, apenas por uma hora, ou mesmo apenas por intermédio de um olhar, morre um pouco de nós. Mesmo quando morre alguém que sequer soube de nossa existência, um artista, por exemplo, que fez parte da nossa história contando a dele, nos entristecemos profundamente. E não há nada errado nisso, pois ao morrer um cantor, por exemplo, cujas musicas embalaram certos trechos de nossa história, sentimos que aquele pedaço se foi com ele... E ele fez, mesmo sem saber, parte da nossa. Até que não sobre nenhum pedaço de nossa história, a não ser... Histórias. Façamos então com que com cada pessoa com quem partilhamos um pequeno pedaço de nossa história, que seja ela apenas por uma palavra, apenas por um olhar, apenas por um gesto, o melhor pedaço da nossa história e do outro. Apenas assim estaremos perpetuados... Na história. Assim seremos eternos.... Porque enquanto nossa histórias perdurar estaremos vivos. Cabe-nos, portanto escreve-la da melhor forma possível e contribuir para que todas as outras histórias que ajudamos a construir, também se tornem... Eternas. Porque viver... É apenas contar histórias...
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O Rock Não Errou
Luiz Carlos Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Cronicas
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Páginas: 112
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Preço: R$ 30,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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25 crônicas escolhidas escritas nos últimos 15 anos, que versam sobre Rock. Ensaios, críticas de discos, biografias de artistas.
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Trecho
The Atomic Bitchwax, As Putas Atômicas de Cera

Uma das coisas que mais fascinam minha pessoa é a descoberta de coisas diferentes e principalmente criativas em termos de Rock'n'Roll. Com a Internet isso acabou sendo facilitado, não sendo incomum descobrir bandas que eu, apesar do longo tempo de estrada, não conhecia. Geralmente por acaso, um link carregando a outro e de repente está lá: uma nova preciosidade. E ontem, dia de meu aniversário, essa descoberta teve o gosto de presente. Alguém colocou um "link" do Youtube de uma música.. E dai, clica daqui, de acolá e alhures.... E cheguei a uma das melhores coisas que escutei nos últimos tempos: "The Atomic Bitchwax", que numa tradução livre significa algo como “Puta Atômica de Cera”, um trio americano com aquela formação básica de Guitarra/Baixo/Bateria.

“The Bitchwax Atomic” surgiu em 1992 no estado de New Jersey, Estados Unidos, como um projeto paralelo do guitarrista Ed Mundell, do Monster Magnet, do baixista e vocalista ex-Godspeed Chris Kosnik, e do baterista Keith Ackerman. Apenas depois de quase sete anos o trio grava e lança seu álbum de estréia auto-intitulado álbum de estréia.

Bebendo na fonte caudalosa da música dos anos 70, especialmente da Psicodelia, do Space Rock e do Hard Rock, o The Bitchwax Atomic passa então a produzir um Rock de alta octanagem, ou seja, incendiário e explosivo. O primeiro disco da banda sai em 1999 pelo selo independente MIA, que faliu apenas um ano mais tarde. Felizmente, o grupo foi imediatamente abocanhado por Tee Pee Records, por onde lançam o segundo disco, em 2000, "Atomic Bitchwax II", que firma o explosivo Mundell como estrela da banda. No início de 2002 lançam seu terceiro disco para um terceiro selo, o Meteor City, "Spit Blood", um EP. Após o lançamento, Mundell retorna ao Monster Magnet e Kosnik começa uma nova banda chamada Black NASA prenunciando o fim da banda. Em 2005, Kosnik e Ackerman, desta vez com Finn Ryan (ex-Core) na guitarra remontam a banda e lançam "3", o terceiro álbum, em Junho de 2005 através da Meteor City. Em 2009 lançam "4" e em 2006 sai uma coletânea "Boxriff" que inclui um DVD ao vivo filmado na Tavern Seattle Sunset, como bônus. Em 2009, Ackerman deixa o grupo e em seu lugar entra Bob Pantella e eles lançam "TAB 4" que inclui uma sensacional versão de "Astronomy Domine", do Pink Floyd. Em 2011 o The Bitchwax Atomic lança "The Fuzz Local", ostentando uma faixa única de 42 minutos. E com um detalhe: totalmente instrumental, bem ao estilo das grandes bandas de Rock Progressivo dos anos 70. E Junho de 2012, a banda inicia a turnê de divulgação de “The Local Fuzz” por toda a Europa. A agenda da banda exibe 20 datas de show, apenas no mês de Junho de 2012, incluindo Itália, Alemanha e Áustria.

O interessante na biografia da banda é que o site oficial parece ignorar as formações anteriores, pois em "Bio", falam da história da banda apenas com base na formação atual. "Chris Kosnik, Finn Ryan, e Bob Pantella começaram a planejar suas carreiras musicais de volta em meados dos anos 90 influenciado pelo Rock e anos 70 grupos progressistas que vão de Black Sabbath a Parliament Funkadelic...."

Enfim, o "The Atomic Bitchwax" é uma banda que demonstra que, ao contrário do que muita gente alardeia por ai, o Rock não está dormindo, muito menos morto, basta que as pessoas parem de escutar as mesmas coisas do passado, apenas porque são velhas e ou que parem de atirar pedra em todas nas bandas novas, apenas porque são novas. Existe o novo e existe o velho. E existe o atemporal. E o Rock, por principio e na essência é atemporal. E os tempos estão mudando, já disse no passado Bob Dylan, o velho.

Site Oficial: http://theatomicbitchwax.com
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Contos Não Premiados
Luiz Carlos Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Contos
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Páginas: 112
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Preço: R$ 30,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Vinte dos melhores contos escritos nos últimos 15 anos.
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Trecho
Uma Mendiga Urinando na Praça

Malditos cachorros, porque não cagam em suas próprias calçadas! Justamente agora que, depois de muito tempo eu conseguira finalmente comprar um par de botas. Elas não são tão boas quanto às que eu tinha, e que aquela filha da puta jogou fora, estas não fazem barulho quando a gente anda. E eu gosto daquele barulho de “toc, toc” de saltos de botas nas calçadas. Nas calçadas que os malditos cachorros sempre cismam de cagar. Queria encontrar um deles agora e meter o bico reluzente da minha bota nova em seus bagos. O desgraçado ia sair ganindo e garanto que nesta calçada por onde passo nunca mais ia cagar.

Olho ao redor procurando alguma grama para limpar minhas botas novas, mas essa maldita cidade parece que não tem mais grama. Caminho alguns metros, andando com cuidado para que aquela merda toda não espalhe pelas minhas botas novas, pretas, de salto carrapeta. Logo adiante uma pequena praça e, enfim, grama onde posso esfregar e limpar minhas botas novas.

Absorto em minha higiene, querendo apenas livrar minhas botas novas daquela merda amarela de cachorro com diarréia, nem percebo de inicio, mas uma tossinha chama minha atenção. Uma mendiga agachada logo a minha frente urina bem no meio da praça.

É uma mendiga bem jovem. Ela segura a saia para não molhar e urina lentamente, agora me olhando com um olhar de surpresa.

- Belas botas novas.

- Obrigado. Mas como sabe que são novas.

- Pelo cuidado que tem com elas. Vi você pisando no coco de cachorro e esbravejar. Se fossem botas velhas não teria tanta preocupação. Ninguém tem preocupação com coisas velhas.

Prestei atenção. Era uma mendiga bem jovem, uns vinte, acredito. Seu rosto era lindo, com a beleza que apenas o sofrimento trás às pessoas. Loura, olhos claros, pele branca quanto um dia de sol intenso. Cabelos desgrenhados e bem à frente, um dente faltando ou completamente podre.

- Dá um cigarro! – Falou em tom não de pedido, mas de ordem.

Apanhei a carteira do bolso da camisa, retirei um cigarro e me aproximei dela, que ainda urinava. Ou ao menos ainda permanecia de cócoras ali na minha frente. Entreguei o cigarro a ela e agora podia ter uma visão um pouco mais detalhada daquela mendiga. Tinha uma bucetinha com pelos loiros, o que é bem raro, mesmo nas loiras. As coxas brancas eram finas quando às de uma criança e nos peitinhos, que agora eu podia vislumbrar por cima da blusa sem sutiã, eram pequenos mas firmes.

- Acende pra mim! – Ela disse soltando um dos lados do vestido para pegar o cigarro.

Enfiei a mão no bolso da calça à procura do isqueiro. Seu olhar acompanhava cada movimento que eu fazia, e enquanto eu procurava o isqueiro, propositalmente alisei meu pênis.

- Seu pau é grande? – Perguntou de chofre, me fazendo enrubescer.

Sem responder, mas também sem tirar meus olhos dela, acendi o isqueiro e o seu cigarro. Ela sorveu a fumaça com desejo e soltou baforadas longas, daquelas que só quem ficou muito tempo sem satisfazer seu vicio. Fumava ali, sossegada e tranqüila, segurando a saia e continuando agachada como se ainda urinasse.

Não é possível que alguém mije tanto, pensei.

- Vai ficar o dia inteiro ai, mijando?
- Hein?

Decidi não repetir a pergunta, mesmo porque não era absolutamente da minha conta se aquela mendiga mijasse ou mesmo cagasse ou trepasse na praça. A praça não era minha e eu não tinha mesmo nada com isso.

- Então, ta bom... Até mais! – Falei já virando as costas.

- Está com pressa?

Girei nos saltos de minhas botas novas, agora livre da merda de cachorro e a encarei.

- Não, porque?

- Fica mais um pouco! – Falou entre uma baforada de cigarro e uma tossida.

Não respondi mas permaneci ali parado, contemplando aquela mendiga loura agachada, mijando e fumando sem preocupação com qualquer coisa. Era um quadro, uma pintura renascentista. Que pintor poderia ter pintado um quadro daqueles, cujo nome seria “Mendiga Mijando” ? Ah, não tenho a menor idéia, não entendo porra nenhuma de pintura, apenas sei admirar belos quadros, como era aquele ali, vivo, em minha frente.

- Você tem um nome?

- Tenho mas não lhe digo.

- Por que não?

- Porque não quero!
- Ta, ta bom! Isso não faz mesmo diferença.

- É roqueiro?

- Sim, porque?

- Por que o quê?

- Por que sabe que sou roqueiro? Porque tenho cabelos compridos?

- Não, qualquer cantor popular hoje usa cabelos compridos. É pelo seu jeito.

- Roqueiro tem jeito diferente, é?

- Tem sim! Você parece com o Frank Zappa..

- Puxa, conhece Zappa?

- Porque, alguém que está na rua não pode conhecer?

- Não.... É que... Sei lá... tem razão.

- “Se você quer trepar vá á Faculdade, mas se quer aprender alguma coisa, vá á Biblioteca”. É dele essa frase, não?

- É sim.

E atirou a bituca do cigarro longe, tossiu um pouco e se ergueu, alisando a saia. Parecia mais alta assim, em pé. Mas por outro lado, assim olhando seus olhos naquela altura, ela parecia mais jovem ainda, uns dezoito no máximo, eu diria. E era um outro magnífico quadro aquele que agora agora meus olhos podiam vislumbrar.

- Mora por aqui? – Perguntei

Ela não respondeu, apenas indicou com a cabeça a parte de baixo de uma ponte ao lado da praça. E quando fez tal gesto, mostrou o lado direito de seu rosto que tinha um perfil perfeito, com uma enorme cicatriz percorrendo a face toda. Ela percebeu a indagação em mim e sem que eu perguntasse deu a resposta.

- Está querendo saber da cicatriz em meu rosto, né?!

- Sim, mas...

- É, está sim. Isso aqui foi meu pai. Não queria que eu fosse bonita, achava que seu eu fosse muito bonita os homens poderiam me fazer sofrer.

- Monstro! Monstruoso!

- Não! Ele estava certo. O tempo todo! Sempre esteve certo.

- Mas...

- Não, não culpe meu pai pela minha situação, se é isso que está pensando esqueça! Está errado. Estou aqui, nesta vida que você pode considerar como digna de piedade porque quero. É a vida que eu quis, quero e sempre vou querer.

- Como assim?

- A vida nas ruas é a verdadeira libertação. Não tenho preocupação com contas, dívidas. Não espero ter nada, nem casa bonita, roupas da moda, essas coisas. Aquela ponte me abriga do sol e da chuva e sempre posso conseguir alguma comida e bebida. Meu lugar ali é bem limpo porque disso eu faço questão. Quer conhecer meu lugar?

- Porque não. – Disse eu já a seguindo em direção á ponte.

Andava a uns dois metros dela sem tirar o olho de sua bunda. Era pequena mas arrebitada, redondinha. Tinha um andar em rebolado que era muito excitante e prestei atenção em cada movimento para cima e para baixo que seus quadris faziam. Tinha mesmo o andar de uma menina em direção a escola.

Poucos metros que andamos e ela subitamente parou e se virou para mim.

- Pára de olhar para minha bunda. Não sou puta e não vou te levar ao meu lugar para transar e tomar seu dinheiro.

- Desculpe!

- Também não precisa ficar ai, com essa cara de idiota!

Continuamos a andar e chegamos aos baixos da ponte. Uma pequena cerca de madeira pintada de amarelo, com um pequeno portão. Ela abriu o portão e fez uma reverência para que eu a seguisse. Era uma verdadeira princesa, mostrando o caminho do palácio ao seu consorte.

Empurro uma porta que notei não ter qualquer espécie de tranca ou fechadura.

- Não preciso de fechaduras aqui. Não tenho nada a esconder ou guardar.

Adentramos ao único cômodo que compunha aquele palácio. Ali era quarto, sala, cozinha, tudo. Uma cama, arrumada e perfumada, uma mesinha de plástico, sem nenhum adorno ou toalha, uma única cadeira. Um fogão de duas bocas, uma caneca e uma panela era a cozinha do palácio. Sobre a cama, uma prateleira de madeira com um aparelho de som e no chão em caixas de papelão, centenas de discos. Um pôster de Frank Zappa era a única decoração. Era um lugar feliz. Pois os lugares como as pessoas podem ser felizes.

- Legal aqui! Gostei. – E falando, abaixei e apanhei uma papelão ao lado da cama. Eram uns cinqüenta discos de Frank Zappa. Tinha quase a coleção inteira...

- Gosta mesmo de Zappa, não?

- É meu Senhor! Zappa é o Senhor da Música. Zappa, não Clapton é Deus!

- Conhece mesmo de Rock...

- Quer escutar alguma coisa?

- Pode ser. Zappa é sempre muito competente, muito clássico. As vezes meio chato, mas sempre muito criativo.

- Zappa é tudo! – E apanhou um dos CDs, “Freak Out”, retirando da caixinha com muito cuidado e colocou no aparelho de som. A música de Zappa encheu aquele quartinho transformando-o naquele momento uma sala de concerto.

- O som é mais claro e nítido em pequenos ambientes e com pouca gente. Música não é para multidões. Multidões são surdas. – Ela declarou, com uma certeza e convicções na voz dignas de um profeta ou filósofo.

- Porque não tira suas botas novas? Senta ai na cama.

Obedeci, sem emitir um som. Zappa era a trilha sonora e eu não precisava dizer nada. Apenas contemplar aquela mendiga que há poucos minutos mijava na praça e que agora, sentada ao meu lado, com a cabeça em meu ombro, escutava Frank Zappa no mais completo silêncio.

Ficamos ali, juntos mas sem qualquer intimidade até o disco acabar. Um silêncio profundo tomou conta de nós durante minutos que não sei precisar. Um respeito a Frank e a nós. Minhas botas novas, alinhadas uma ao lado da outra, junto à cama da Princesa, pareciam tristes por estarem abandonadas e eu as olhei com desdenho. Afinal, porque eu preciso mesmo de botas novas? Para que preciso de botas quando não sei caminhar? Para que preciso de botas novas quando tenho velhos pés? Danem-se minhas botas novas!

Trancado em meus pensamentos, nem prestei atenção no que ela, a Princesa do Castelo da Ponte fazia. Escutava apenas barulhos. Quando despertei, estava ela ali, ao meu lado, completamente nua, com um olhar de inocência perdida. Seu rosto tinha um brilho que eu nunca sentira. Fosse eu o Sol e naquele momento teria vergonha de ser tão pouco brilhante. E acho que foi assim, pois, por uma pequena fresta que servia de janela do palácio, com cerca de 30 centímetros de diâmetro, ele se esforçava para penetrar.

Permaneci ali, parado feito um idiota, sem saber o que fazer. Abraçar e beijar, lamber aquele corpo? Abrir a porta e sair correndo, deixando para trás minhas botas novas? Mandar que ela cubra de uma vez aquele corpo esplendido? Realmente eu não sabia o que fazer, e por momentos intermináveis fiquei ali parado, apenas olhando. Sentindo um perfume que ao certo não era desses de supermercado, pois químico algum do mundo seria capaz de criar tal fragrância, estou certo. Definir aquele perfume... Que perfume era aquele. Reconheci parcialmente lembrando um cheiro que eu sentia na infância, que alguém, possivelmente minha mãe, tinha definido como sendo o do Céu...

De repente, por aquele buraco naquele quarto do Castelo da Ponte, o Sol, com certeza totalmente enciumado, se retirou. Chegara a noite tão repentinamente, pensei. O fato é o Quarto da Princesa ficou às escuras por alguns momentos. Apenas por alguns momentos, pois logo, ao olhar para o corpo daquela garota mendiga, que pouco antes mijava na praça, fui invadido por uma luz que quase me deixou cego. Era uma luz intensa que partia dela inteira, como se ela fosse um grande abajur. Uma luz diferente, intensa mas não cegante, não doía os olhos, confortava. Era como se aquela luz iluminasse por dentro de mim. E ela, a Princesa da Ponte, parecia transparente e todo seu corpo uma grande lâmpada.

Tentei falar, argumentar, perguntar, mas minha garganta parecia seca como quando fumo três carteiras de cigarro e tomo cachaça. Não conseguia emitir um som. E a Luz, a Luz era tudo que existia. E a Luz ergueu um dos dedos pequenos e finos e colocou sobre meus lábios.

- Fique calado! Não tenha medo. Não lhe farei mal algum!

- Sim. (Mas não disse com a boca, fiz em meu pensamento e estou certo que ela entendeu).

Ato contínuo ela chegou mais perto de mim e se virou de lado. Foi quando eu pude perceber que de suas costas brancas e nuas, saiam um par de asas, entre azul claro e branco, majestosas e imponentes.

- Um anjo?! – Tentei perguntar.

Mas não existe resposta que alguém possa dar a esta pergunta. Ao menos nenhuma resposta que não seja tida como loucura. E assim, ela não respondeu nada. Apenas sentou-se ao meu lado na cama e passou a mão em meus cabelos e perguntou, com uma voz quase que infantil:

- Quer fazer amor amigo?

- Mas eu nunca transei com um anjo. – Retruquei um tanto apavorado.

- Nem eu com um homem...

- Mas dizem que anjos não têm sexo...

- Anjos são o Sexo, seu bobo!

- Ah.... – Meu queixo batia nos joelhos.

- Faça amor comigo...

Não consegui falar, minhas pernas tremiam, o coração parecia querer saltar boca afora. Olhei para um lado e para o outro. O retrato de Frank na parede parecia rir de mim e eu quase não podia respirar. Olhei minhas botas novas ao lado da cama e tive vontade de esmaga-las. Nunca senti tanto ódio delas. Eu tinha botas novas e ela tinha asas de anjo. E ela sorria e chegou a gargalhar, parecendo saber dos meus pensamentos.

Esticou a mão segurando a minha, que colocou sobre um de seus pequenos seios....

E é tudo o que lembro. Acordei deitado naquela cama, desarrumada mas ainda perfumada, com aquele mesmo perfume que a Mendiga da Ponte exalava. O Sol penetrando por aquele buraco, quase cegando meus olhos. Não havia ninguém naquele quarto debaixo da ponte e apenas apanhei minhas botas novas, sem mesmo calçá-las, coloquei debaixo do braço e sai correndo, sem nem ter a preocupação de fechar a porta.

Alguns metros adiante sentei na guia da sarjeta e calcei minhas botas novas. Ergui-me e dei alguns passos na calça e... Pisei numa montanha amarela de merda de cachorro. Malditos cachorros, porque não cagam em suas próprias calçadas! E enquanto procurava uma grama para limpar minhas botas novas, olhei em direção à praça e vi... Uma mendiga agachada, urinando...
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Comentários
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Trilogia do Amor Mortal
Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 112
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Preço: R$ 30,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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União de três livros "Impessoal e Transferível", "A Verdadeira História da Betty Boop" e "O Olhar Gótico da Morte Dentro da Taverna Cibernética". Poemas que tratam de relações amorosas fortes mas que não resistiram ao tempo.
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Trecho
Herança Maldita


Eu lhe deixo minha herança porca e imunda: poemas e dores
A tristeza se vai comigo, isso não lhe deixo de forma alguma
Ela é minha, quanto a genialidade é dos grandes pensadores
Meu desejo também não lhe deixo, esse de forma nenhuma.

Lhe deixo por herança um anel que já não usa em seus dedos.
(Meu nome escrito em algum lugar lhe causa angústia e dor)
Deixo um par de crianças, muitas loucuras e tantos segredos
Pouco mais lhe deixo que não posso enumerar sem um contador.

Entretanto a maior riqueza que com certeza lhe posso deixar
São sonhos que nunca acreditou, além dos poemas nunca lidos
O feijão e o sonho, poesia e o desejo, disso não posso queixar.
Desejos não realizados, poesias não escritas, sonhos proibidos.

Uma coisa que não posso deixar de enumerar neste testamento
Eu lhe deixo por fim todo o ódio que plantaste em meu coração
Que o meu ódio seja seu, que a minha sina seja o seu tormento
E por fim que o que herdar de mim, nunca lhe sirva de adoração.
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Comentários
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Barata: Sexo, Poesia & Rock n Roll - Uma Autobiografia Não Autorizada
Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Autobiografia
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Páginas: 140
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Preço: R$ 30,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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"Barata: Sexo, Poesia & Rock'n'Roll - Uma Autobiografia Não Autorizada", é o nome do livro que o poeta, escritor, webdesigner, artesão, webdesigner e agitador cultural, Luiz Carlos Barata Cichetto está lançando. Em 140 páginas, o autor discorre de forma simples e direta os últimos quarenta e dois anos, iniciando sua narrativa no ano de 1970, quando começou a escutar Rock, até o ano de 2012. Curiosidades e detalhes sobre shows internacionais, detalhes de suas aventuras amorosas e como criou e mantem até hoje um site que no inicio do século foi uma referencia no cenário brasileiro d& Rock e Internet.

Escrito de um fôlego só, em menos de uma semana, o livro foi também integralmente composto fisicamente pelo autor, que é o responsável pela diagramação, impressão e encadernação, por intermédio de um projeto chamado Editor'A Barata Artesanal. Sem qualquer tipo de revisão ou copidescagem e sem também qualquer pesquisa mais apurada, o livro foi escrito propositalmente baseado em lembranças e memórias do autor, sem uma preocupação histórica. Evidentemente que por tal estratégia, "Barata: Sexo, Poesia & Rock'n'Roll" poderá até conter erros de informação histórica, mas o que não invalida a intenção de Barata que é a de criar um painel cultural das ultimas quatro décadas, apimentando esse painel com cenas eróticas e com fatos que até então apenas poucos amigos dentro do seu Universo, o da Musica e da Poesia conheciam.

Luiz Carlos Barata Cichetto tem mais de 1.000 poemas e cerca de 2.000 crônicas e contos, a maior parte publicado em seu projeto A Barata. Entre 2002 e 2006, organizou inúmeros eventos culturais denominados Fest'A Barata, que reuniam além de bandas d& Rock, outras expressões artísticas. Foi manager da banda Patrulha do Espaço, onde entre outras coisas criou o nome e o conceito do CD ".ComPacto". Criou também sites para várias bandas do cenário, tendo sido pioneiro em oferecer espaços gratuitos para sites de artistas.

Em 2010 escreveu Vitória ou A Filha de Adão e Eva, uma Opera Rock, tendo a parte musical a cargo de um dos maiores expoentes do Rock Progressivo no Brasil, Amyr Cantusio Jr. Nesse ano também criou a Editor'A Barata Artesanal com o objetivo de publicar de forma artesanal seus próprios livros mas que acabou também por publicar outros autores. Além de inúmeras edições de revistas virtuais, também criou e produziu, sempre com recursos próprios, as revistas Revist'A Barata (2000 a 2004) e atualmente a Revista "Versus". Neste ano de 2012, a parceria com o cantor e compositor Ciro Carvalho trouxe nova faceta, a de letrista, que rendeu de imediato a composição de 50 musicas que serão ainda neste ano apresentadas em um show que está sendo montado e num CD ainda em fase de gravação.
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Trecho
Capítulo 12
Ao contrário da maioria das pessoas com quem convivia, nunca curti nenhum tipo de drogas. Experimentei maconha duas vezes, e além de não ter tido nenhum "barato", detestei o cheiro da erva e ficava enojado de ver aquela "bagana" toda babada, circulando entre os dedos e bocas de um monte de gente. As drogas químicas eram muito raras, porque caras, por essas bandas e eu também nunca precisei nem quis ficar louco artificialmente. Afinal, segundo alguns amigos meus, eu já nascera "doido". E uma das "desculpas" perfeitas que encontrei para não usar drogas e ao mesmo tempo não ser taxado de "careta" pelos amigos, estava na música "Alucinação", feita por Belchior. "A minha alucinação é suportar o dia a dia, e meu delírio é a experiência com coisas reais." Era 1976 e eu tinha 18 anos. E também foi graças a Belchior que eu conheci mais "malucas" que meus olhos e meu pinto penetraram... Jane, aliás, Janete, era uma negra, linda, muito alta e magra. Quando a conheci, num festival no Teatro Bandeirantes, onde entre outras atrações, aconteceria o show de Belchior, senti algo que nunca sentira. Janete dançava e pulava, e gritava e se atirava no chão, totalmente fora do ritmo da musica, totalmente fora de órbita... Cheguei perto dela e ela simplesmente se atirou sobre mim e me abraçou. Não largou mais durante o resto da noite. Acordei no início da tarde num um cortiço próximo, com parte das roupas rasgadas e um monte de hematomas pelo corpo e Janete com a cabeça enfiada dentro de uma privada imunda. Ela ergueu a cabeça e pediu uma toalha, enxugou o vômito e me olhou como se fosse me matar. Depois pulou sobre mim, do mesmo jeito que pulava dentro do teatro, mas abocanhou meu pinto e ficou ali, um tempo enorme, sugando-o quase que infantilmente até dormir.
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Comentários
"Para além, 'Barata: Sexo, Poesia e Rock’n’Roll' contribui para compreendermos os deslocamentos nas margens paulistanas, no underground cultural. Luiz nos leva a passear pelos cinemas pornográficos, convida-nos a uma transa em um puteiro, a bebermos o desespero e a mágoa e a dançarmos enlouquecidamente ao som de uma banda de rock jamais alçada ao mainstream. Seu texto muitas vezes equilibra-se entre um Bukowski embriagado (êita pleonasmo maldito!) e um Bataille revelando-se na “História do Olho”. É desabafo e monumento de um homem ciente do tempo, este lugar miserável que nos traga em sua superfície porosa e movediça. É testemunho de entrega a uma causa que sabe perdida, mas nem por isso menos necessária." (Trecho do Prefácio do Escritor e Historiador Viegas Fernandes da Costa)
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Cohena Vive!
Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 86
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Preço: R$ 30,00 + Frete
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Editora: Editora Multifoco
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Composto de 54 poemas, a maior parte sobre a dor, a angústia, a incompreensão e apreensão sobre os destinos dos seres desumanos, "Cohena Vive!" é o 12º livro publicado pelo poeta, escritor, webdesigner, artesão e produtor de webradio Barata Cichetto, 54 anos completos, escritos no período entre 2011 e 2012. O terceiro em papel, incluindo o primeiro, de 1981, impresso em mimeógrafo a álcool. O segundo, uma junção de dois outros chamava-se "O Cu de Vênus" e tinha cerca de 100 poemas do autor. "Cohena Vive!" é mais um projeto da Editor'A Barata Artesanal, criada pelo autor, que publica livros artesanais em pequenas tiragens.

Antes que alguém pergunte, Cohena sou eu... Sou eu porque o nome Cohena, com referencia à minha pessoa apareceu num sonho que tive e que relatei na crônica-poesia que dá nome ao livro. "Cohena Vive!" é decorrência de um processo de composição e decomposição pessoal, fruto da percepção da decadência da espécie humana, que se arrasta por um planeta que ela mesma destruiu. Angustiado pela alienação com que a maioria das pessoas, embora portando armas poderosíssimas nunca sonhadas, se entrega aos dominadores e à falsa liberdade "proporcionada" pelas redes sociais... O que aconteceu com a capacidade de indignação das pessoas? Todos querem apenas o espelho, pouco importa se quebrado ou de cristal. O objetivo é o Eu, o Eumismo, termo que criei para definir a presente Era Humana.

Os poderosos descobriram uma forma de dominação sem sangue e sem tortura física, que é o de jogar as pessoas umas contra as outras através de leis e estimulo a atitudes pseudo politicamente corretas que teoricamente as favorecem, mas que apenas tratam de acirrar a intolerância. Assim, a sociedade foi transformada em algo inócuo, que age segundo seus próprios e egoístas interesses. Estamos então numa sociedade que apenas consegue conjugar a primeira pessoa do singular em qualquer verbo e cujo verbo mais importante é o “ter” e onde o fascismo disfarçado de liberalismo impera. A Sociedade Humana foi dominada e parece gostar muito disso, ou ao menos não se importar.

Então, "Cohena Vive!” é contra tudo isso. E nesse ponto Cohena sou eu. Sou aquele que, com a imagem pintada num muro, clama por humanidade. Minhas armas são minhas palavras, amontoadas umas em seguida às outras formando poemas.. A poesia está em você, querido amigo ou amiga, em frente à estas páginas, sejam elas impressas em papel ou pontos num monitor de computador... E usando a frase que cunhei, a partir de uma dita por Pablo Picasso: minha arte não é para decorar estantes, é antes de tudo, uma arma de guerra. Até quando Cohena vive? Até quando viver a Poesia! Agora "Cohena Vive!" E Cohena sou eu!
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Trecho
E Eu?

E eu que nunca publiquei uma obra grandiosa de Teosofia
Que nunca fui aclamado por conhecimentos em Filosofia
E jamais um matemático ou emblemático, um problemático
E nunca matou ou morreu por ninguém, apenas dramático.

Eu que não fui gênio, que nunca fiz milagres, nem sou cantor
Que não fui conhecido por ser bondoso, padre, puta ou pastor
Eu nunca dei entrevistas engraçadas em programas de televisão
E não tem uma casa na praia ou um carro comprado a prestação.

Eu que nunca ensejei fortunas, fui um bancário, não o banqueiro
E nunca fui proprietário de um barco, mas apenas um barqueiro
Transportando sentimentos dentro de minha poesia, apenas poeta
E nunca ganhei medalhas por ser perfeito, milionário ou um atleta.

Eu, que nunca fui candidato eleito, aplaudido, ovacionado, votado
Que nunca fui noticia de jornal e nem um astro pornô bem dotado
Eu, que nunca tive fotografia estampada em revista de celebridade
E que nunca gozou de direitos adquiridos por processual celeridade.

Eu que nunca fui Deus nem Diabo, e que nunca fui santo, nem milagroso
Que nunca deixou de contar a verdade, mas que é também um mentiroso
Que nunca amassou pão com o rabo, mas nunca cuspiu a hóstia sagrada
Eu, apenas um poeta falando daquilo que ama e daquilo que desagrada.

Eu, que nunca ganhei um prêmio literário, nunca dei nenhum autógrafo
Sim eu, que nunca fui cobiçado pelas mulheres, e nunca fui o pornógrafo
Que nunca fui aquilo que não quis ser e nunca fui onde não desejei ir
E eu que sempre fui onde o coração chega, o eterno caminho do sentir.
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Comentários
"Cohena e Luiz Carlos “Barata” Cichetto são a mesma pessoa. O primeiro é o personagem de um sonho do segundo; este, faz de seu (anti?) herói um aventureiro envolvido em causas ora surreais, ora existenciais, ambas permeadas de sexo & álcool & cigarros, tendo como cenário um porão que ele e sua mulher chamam de lar. E é este cenário em que o duro confronto com a realidade de um marido-poeta fracassado-boêmio, ante o sentimento de culpa por sua mulher ter que trabalhar para sustentá-lo – ele, sua poesia e seus personagens. Mais Bukowskiano, impossível.

O maior barato da literatura dita independente reside no fato do autor não se prender a interesses outros que não os dele. Barata organiza seus poemas numa certa desordem cronológica, sem dar-lhes um critério de preferências, tampouco pelo que dá nome ao livro, o qual só irá aparecer lá na página 72. É óbvio que isso está na literatura desde sempre, mas esta forma marginal de celebrar uma santa anarquia diante da dureza que é viver diante de tantos questionamentos e poucas respostas.
Os tais questionamentos se distribuem de acordo com o estado de humor, paz de espírito (salvos os meus enganos interpretativos), o desprezo pela morte; a luta contra um deus mudo, inerte, logo inexistente. Embora pareçam escatológicos à primeira olhada, sujos na essência, onde as putas amadas e desamadas, os poemas resumem a tal miséria humana, deste e de outros tempos."

Genecy Souza - Leitor - Manaus - AM
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Porcontos, Ou: A Vida Como Ela Foi
Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Contos
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Páginas: 60
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Sobre os Porcontos ou “A Vida Como Ela Foi”

Escrito em dois dias, entre 14 e 15 de Maio de 2012, “A Vida Como Ela Foi!”, que tem como subtítulo “Porcontos”, foi um desafio proposto a mim mesmo, em escrever pequenos contos. Estabeleci o limite em 5 linhas digitadas em fonte tamanho 13, e dividi em 5 temas básicos que teriam 10 mini-contos cada. Para o titulo, decidi por “A Vida Como Ele Foi”, usando de parte do titulo de uma série do escritor Nelson Rodrigues, ”A Vida Como Ela É.”. A troca de “É”, por “Foi”, se deveu ao tema recorrente: a Morte.

Os “Porcontos” (porcos contos) de “A Vida Como Ela Foi!” são também uma homenagem ao centenário de nascimento desse grande escritor, em cuja biografia consta o fato de ter sido estuprado por duas vezes e depois preso por estupro. Era filho de um renomado jornalista, profissão também seguida por ele e é considerado um dos maiores dramaturgos brasileiros. Entre suas obras estão “A Falecida”, “Vestido de Noiva” e outras tantas, como “Meu Destino é Pecar”, este assinado com o pseudônimo de Susana Flag.

São por fim, 50 contos escritos à maneira dos textos jornalísticos dos jornais sensacionalistas, como um que, em São Paulo, alcançava tiragens espantosas e, ao contrário da maioria, sobrevivia da venda em bancas. Esse jornal, extinto em 2001 também exibia em sua capa fotos de mulheres seminuas e foi uma de minhas primeiras referências de leitura, pois meu pai o lia diariamente. Portanto, a memória de Nelson Rodrigues e aos jornalistas que fizeram o jornal Noticias Populares, dedico este trabalho

Luiz Carlos “Barata” Cichetto
São Paulo, 15 de Maio de 2012
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Trecho
Anjo Caído






Um anjo caiu do céu em dia de tempestade, no quintal da igreja. O padre o escondeu na sacristia e diariamente o visitava obrigando-o a fazer-lhe sexo oral. Até que suas asas se curaram e ele voou para longe dali, em direção ao Inferno, deixando atrás de si, sobre o corpo inerte do padre, uma pena branca caída.
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Comentários
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1958 e Outras Poesias
Barata Cichetto
Ano: 2011
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 112
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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58 poemas escritos entre 2004 e 2006.
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Trecho
Fim
Luiz Carlos "Barata" Cichetto

O papel em branco, a necessidade de concluir outra de minhas obras
Não existe inspiração de socorra apenas pedaços de sonhos e sobras
Estou desesperado e sequer a esperança e o desejo a mim acodem
Porque não existe nada que meu desejo e minha esperança acordem.

Ontem eu decidi ter a minha liberdade apesar destas grades ao redor de mim
Pois estou preso, mas não sou prisioneiro e liberdade não é um princípio é o fim.

É o fim, penso comigo antes de pegar da garrafa e tomar outro trago
Mas a bebida parece pedaços de pedras, sem contar o gosto amargo
O cigarro tem gosto de pata de barata e a fumaça não mais conforta
Aflige minha alma a ponto de acordar e não querer abrir minha porta.

Ontem eu decidi ter a minha liberdade apesar destas grades ao redor de mim
Pois estou preso, mas não sou prisioneiro e liberdade não é um princípio é o fim.

Eu não quero morrer mas não tenho desejo da existência desumana
Queria poder concluir contando histórias sobre uma lésbica mundana
Mas sinto que estou oco feito um crente ou o Deus Senhor do Mundo
A sujeira não limpa, estou porco e não estou bêbado, apenas imundo.

Ontem eu decidi ter a minha liberdade apesar destas grades ao redor de mim
Pois estou preso mas não sou prisioneiro e liberdade não é um princípio é o fim.

Não tenho putas a comer e nem fantasmas a minha alma atormentar
Apenas baratas sentirão minha falta e não tenho crianças a amamentar
Portanto meu querido leitor, apanhe estes poemas e atire em sua lixeira
É que mortos não marcham e estou finalmente deserdando da trincheira.

Ontem eu decidi ter a minha liberdade apesar destas grades ao redor de mim
Pois estou preso mas não sou prisioneiro e liberdade não é um princípio é o fim.
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Comentários
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Emoções Baratas
Barata Cichetto
Ano: 2011
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 84
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Poemas escritos entre 2006 e 2008.
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Trecho
A Santidade da Vida


Eu não quero ficar o resto da minha pobre e inútil existência
Cometendo sonetos ridículos sobre as putas e sua inocência
Não quero saber, mas ser a moral da minha própria história
E também não quero ser o glorioso mas apenas ter a glória.

Eu não quero ficar surdo à dor, mas menos ainda ao desejo
Quero estar num andor e em sua santa buceta dar um beijo
Então não esperem de mim um mártir nem sequer um santo
Sou meu desejo, desejo ter o que é meu e quero um manto.

Eu sou um rei e igual Deus eu não sei jogar dados no escuro
Quero meu palácio, mesmo sendo um barraco de lona seguro
Eu tenho meu reinado dentro de mentes de pobres e incultas
Quero dominar outras terras, cheias de fadas, doces e putas.

Não acredite em minha poesia, querido leitor de mente imunda
Porque a melhor poesia é apenas aquela que lhe chuta a bunda
Deixe agora portanto de ler a minha fútil poesia idiota e lacrimosa
Saia pela sua porta e corra todos os riscos de uma vida deliciosa.
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Comentários
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Vitória ou A Filha de Adão e Eva (CD Com Rótulo 1)
Barata Cichetto e Amyr Cantusio Jr.
Ano: 2010
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Opera Rock
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Páginas: 32
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Preço: R$ 35,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Libreto e CD da Opera Rock Vitória ou a Filha de Adão e Eva. O libreto tem 40 páginas com todos os poemas e textos da Opera. O CD, produção Independente, são 22 faixas, com composições de Amyr Cantusio Jr e participação das bandas Travelplan, Sub Rosa e Posthuman Tantra (Edgar Franco), do músico Marcelo Diniz (também engenheiro de som do disco) e as narrações do vocalista da banda "Tomada" Ricardo Alpendre. 72 minutos. Para saber mais sobre a Opera Rock "Vitória": www.operarockvitoria.blogspot.com.
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Trecho
O Resumo da Ópera

"Vitória, Ou A Filha de Adão e Eva" é uma "Opera Rock" que conta em 33 temas a história de uma mulher chamada Vitória de Tal, filha de Adão, um ex interno de reformatórios que se transforma em pastor evangélico, tendo antes cometido vários crimes, entre os quais o estupro de Eva, uma prendada e estudiosa filha de uma costureira. Vitória nasce num bordel e é criada também em um reformatório. A partir dai, cedo se transforma em uma alcoviteira milionária que busca á qualquer custo mais que dinheiro e prazer, aquilo que a humanidade mais almeja: a felicidade. São 18 personagens que ao logo dos temas interagem com Vitória tecendo um clima de paixão sem limites, amores não concretizados, tragédias morais e sociais. O pano de fundo é a hipocrisia social, que transforma o caráter das pessoas, além das busca incessante da felicidade a qualquer custo.

"Vitória" tem citações claras a fatos da musica pop e da política e acontece exatamente num período que compreende o inicio dos anos 1960 e 2010, sendo que o período de vida da personagem principal é de 33 anos e 1/3, uma metáfora com a velocidade dos LPs de vinil. E em breve o mundo conhecerá "Vitória".
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Comentários
Quase tão trabalhoso quanto a criar uma ópera-rock é escrever uma síntese sobre ela. Seus desdobramentos, referências à religiosidade, às questões metafísicas, filosóficas, políticas, ideológicas, enfim, esse sub-gênero do rock sempre suscitou extremos de amor incondicional do público (ex.: The Wall, Tommy e Jesus Christ Superstar) e de desconfiança do mercado. Some-se a isso os comentários pouco lisonjeiros da crítica especializada, não raro hostil a essa forma de arte.

Toda ópera-rock conhecida, famosa ou não, nasceu das inquietudes & ambições de seus criadores, anos antes de serem materializadas em disco. Durante esse longo caminho -- no caso de Cichetto, mais de 30 anos! --, a(s) história(s) que lhe dará(darão) sua forma definitiva, passará por adaptações, nem sempre por vontade do autor. No entanto, alguma renúncia será exigida. Nos anos 1970 -- época de ouro desse sub-gênero -- foi assim; hoje, talvez nem isso.

Vitória não fala inglês e, ainda que se exprimisse no idioma de Shakespeare, mesmo assim encontraria dificuldades para se fazer ouvida e vista, dada a indiferença do mundo artístico, cada vez mais refém da grande mídia, ávida de sucesso líquido, certo e lucrativo. Por outro lado, o respeitável público contenta-se com as atrações oferecidas gratuitamente pelo grande circo virtual, em troca da diluição do pensamento crítico individual e coletivo. Nossa heroína tem de vencer pela insistência e pela teimosia. Todavia, antes, porém, ela terá de encontrar o túnel, para depois encontrar alguma luz lá no seu finzinho. É o que lhe resta. É o que nos resta.

Como é típico na obra de Barata Cichetto, a sexualidade é o motor das poesias, prosas e historietas, nas quais os perfis femininos ganham formas, por vezes vistas como depreciativas à dignidade da mulher, dados os termos chulos e pornográficos empregados. Mas há quem entenda -- e talvez esse seja o ponto de vista mais adequado -- que essas descrições sejam apenas uma alegoria à situação real da mulher, apesar dos "avanços" que o tal sexo frágil conquistou nas última décadas. Isto pode ser um fato notório ou um grande engodo.

A filha de Adão e Eva (um marginal e uma costureira, não o primeiro casal da Bíblia) é na prática representante das milhões de Vitórias de Tal que existem pelo mundo afora. Percebe-se algo de sarcástico, jocoso em seu nome, dadas as agruras por que passa ao longo de seus curtos 33 anos e 1/3. Vitória é fruto de um estupro, curtiu e foi curtida. Ela nunca venceu.

Nossa anti-heroina dispensa nesta análise maiores esclarecimentos sobre suas desventuras no universo inamistoso, caótico; da falsa moral pregada pela religião; da hipocrisia política. Ao ouvinte-leitor cabe a tarefa de "explorar" a sua maneira essa personagem, e dela tirar todo o proveito.

Por fim, outro mérito de Vitória é a forma como a saga da personagem foi musicada por Amyr Cantúsio Júnior, o experiente maestro que abraçou a causa, dando-lhe o devido tratamento. Daí, conclui-se que o trabalho a quatro mãos não é mero clichê.

Genecy Souza - Outubro de 2013
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Vitória ou A Filha de Adão e Eva (CD Com Rótulo 1)
Barata Cichetto e Amyr Cantusio Jr.
Ano: 2010
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Opera Rock
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Páginas: 32
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Preço: R$ 35,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Libreto e CD da Opera Rock Vitória ou a Filha de Adão e Eva. O libreto tem 40 páginas com todos os poemas e textos da Opera. O CD, produção Independente, são 22 faixas, com composições de Amyr Cantusio Jr e participação das bandas Travelplan, Sub Rosa e Posthuman Tantra (Edgar Franco), do músico Marcelo Diniz (também engenheiro de som do disco) e as narrações do vocalista da banda "Tomada" Ricardo Alpendre. 72 minutos. Para saber mais sobre a Opera Rock "Vitória": www.operarockvitoria.blogspot.com.
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Trecho
O Resumo da Ópera

"Vitória, Ou A Filha de Adão e Eva" é uma "Opera Rock" que conta em 33 temas a história de uma mulher chamada Vitória de Tal, filha de Adão, um ex interno de reformatórios que se transforma em pastor evangélico, tendo antes cometido vários crimes, entre os quais o estupro de Eva, uma prendada e estudiosa filha de uma costureira. Vitória nasce num bordel e é criada também em um reformatório. A partir dai, cedo se transforma em uma alcoviteira milionária que busca á qualquer custo mais que dinheiro e prazer, aquilo que a humanidade mais almeja: a felicidade. São 18 personagens que ao logo dos temas interagem com Vitória tecendo um clima de paixão sem limites, amores não concretizados, tragédias morais e sociais. O pano de fundo é a hipocrisia social, que transforma o caráter das pessoas, além das busca incessante da felicidade a qualquer custo.

"Vitória" tem citações claras a fatos da musica pop e da política e acontece exatamente num período que compreende o inicio dos anos 1960 e 2010, sendo que o período de vida da personagem principal é de 33 anos e 1/3, uma metáfora com a velocidade dos LPs de vinil. E em breve o mundo conhecerá "Vitória".
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Comentários
"Quando bati os olhos no fantástico libreto Vitória de Luiz Cichetto, não pensei duas vezes: era eu o cara pra musicá-lo!!
Genial, metafísico. Bateu direto de encontro ao "momentum" em que atravesso existencialmente. Posso enfatizar que Cichetto é o Dante, Milton, Boca do Inferno e Blake resumido da literatura nacional!! Imperdível!! - Amyr Cantúsio Jr. - Músico, Teósofo, Compositor, Filósofo.

“... Tem algo que nos remete aos grandes clássicos da poesia épica, à lá John Milton. O tipo de coisa que - lamentavelmente - foi abandonada pelos poetas. Um verdadeiro épico marginal contemporâneo, com uma atmosfera musical lembrando coisas como Tommy e Streets, do Savatage...” - Raul Cichetto - Musico, Poeta e Escritor.
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O Cu de Vênus
Barata Cichetto
Ano: 2011
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 72
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Poemas escritos em 2009
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Trecho
Prefácios


A Prisão da Liberdade
(A’O Cu de Vênus)

Porque seu desejo fútil e o inútil tesão
São apertadas amarras, garras de leão.
Barras de aço de belas celas de prisão.

Olhos
(A’O Câncer, O Leão e O Escorpião)

Tenho olhos inchados por tanto beber e tão pouco dormir.
Tenho rugas profundas por tanto chorar e tão pouco sorrir.

Olhos inchados, rugas profundas e a profunda vontade
Bebidas, lágrimas e um profundo desejo de eternidade.

Barata Cichetto
Fevereiro de 2011
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Comentários
“Uma ode sarcástica ao sexo, a devassidão que ninguém quer falar sobre, mas que existe no âmago de todo ser humano!! Você faz o lado da devassidão humana aparecer num esplendor bacante. E eu coloco as sombras e o sobrenatural que ninguém ousa tocar, o abismo, nas minhas obras. Estamos completos!!” - Amyr Cantusio Jr. - Músico, Teósofo, Compositor, Filósofo - Campinas - SP

"Ahhhh só você pra ter CULHÃO pra escrever O CÚ DE VÊNUS, meu velho! Inspirou em mim meus mais ardentes e secretos desejos de arrotar na cara dos hipócritas, assim como você cagou... " - Mara Lee - Produtora – Santos - SP

"Um dos artistas mais instigantes, inteligentes e imprevisíveis - só para ficar nos adjetivos começados com a letra 'i' - que conheci pela internet. Poeta, apresentador de radioweb e produtor cultural, Barata Cichetto faz parte da cultura underground de SP desde os anos 70, inclusive da chamada geração mimeógrafo. A mente do cara fervilha de projetos e um deles está disponível para download. Com trilha sonora de Amyr Cantusio Jr, O Anjo Venusanal é composto por 30 poesias do Barata. Na capa do projeto, é citada uma frase de um texto recente meu, da qual o Barata gostou muito e até a estampou várias vezes no seu site juntamente com um verso de um rap que fiz." - Cassionei Petry - http://cassionei.blogspot.com/2011/02/o-anjo-venusanal-de-barata-cichetto.html
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Sangue de Barata
Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 2ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 72
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Poemas escritos entre 2002 e 2004
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Trecho
Sangue de Barata

Não posso ser menor que o Sonho,
Nem maior que o Pesadelo!
Não posso ser menor que a Liberdade
Nem maior que a Prisão!
Não posso ser menor que o Homem,
Nem maior que o Cão!
Não posso ser menor que o Bem,
Nem maior que o Mal!
Não posso ser menor que o Amor,
Nem maior que o Ódio!
Não posso ser menor que a Vida,
Nem maior que a Morte!
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Comentários
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