Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".

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| PoesiaContos | Crônicas | Autobiografia |

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O Poeta e Seus Espelhos (101 Poemas em 90 Dias)
Luiz Carlos Barata Cichetto
Ano: 2013
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 168
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Preço: R$ 35,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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EU E MEUS ESPELHOS



Exatamente no dia em que completo 55 anos de idade e cerca de quarenta anos como poeta e escritor, concluo outra série de poemas. Uma idéia, meio espontânea, surgiu quando, após iniciar uma nova série em 25 de Março de 2013. Portador de uma ânsia absurda de escrever, criei um objetivo intimo: 90 poemas em 90 dias. Não era um compromisso formal, mas algo realmente interno e tive o cuidado de não forçar a escrita para não perder a espontaneidade, fator essencial à poesia.

Mas as coisas foram saindo, e teve dias de eu escrever três ou quatro poemas. Mais uma vez decidi colocar fim à carreira de poeta por achar que já disse tudo o que tinha o que dizer usando tal forma de expressão. E estabeleci que 25 de Junho seria o "dead end". O fato é que, quatro ou cinco dias antes desse dia já tinha 99. Faltava uma, que não saia. Parecia que estava realmente esperando o nascer do dia 25 para completar o ciclo proposto. E foi realmente assim que ocorreu.

"Cohena Vive!" era titulo de um de meus livros mais recentes, baseado num sonho e onde eu demonstrava meus sentimentos de luta. E um final para o atual não poderia ser diferente do que a morte desse "personagem". "Cohena" tinha que morrer, pois assim se fechava um ciclo. E eu o matei!

O titulo desse trabalho foi indiretamente dado pela amiga Joanna Franko, uma pessoa que tem sido uma das maiores incentivadoras do meu trabalho, quando ao comentar outro texto meu que tinha por mote os espelhos usou a frase: "O Poeta e Seus Espelhos".

Estes cem poemas completam oitocentos da minha era moderna. E todos, sem exceção, frutos talvez podres da minha cabeça que não pára de se assustar com uma sociedade humana de merda, que caminha rápido à extinção. Não acredito mais em nada mais do que se possa chamar de apego á humanidade. E acredito que ao retratar isso, sob a forma de poemas que são na verdade espelhos, coloco não apenas o meu, mas o sentimento de toda a humanidade, que no fundo tem medo desse espelho.

E por fim, espero que sintam, mais que qualquer outra coisa, o desejo constante nestes poemas. Sintam-nos como sentem orgasmo. Pois sentir é a única coisa que nos sobra neste momento. A Poesia morre a cada dia, porque morre a capacidade dos seres humanos de sentir orgasmos verdadeiros. E se eu puder, de alguma forma causar-te um orgasmo com algum desses meus poemas-pintos estarei feliz. Se em 100 poemas, gozados em 90 dias, eu puder te causar apenas um orgasmo... Decerto gozarei contigo. No espelho!

Cohena Está Morto! Viva o prazer!


Luiz Carlos "Barata" Cichetto, 25 de Junho de 2013
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Trecho
Nada Mais a Declarar
(Pão, Poesia & Puta)

Estamos todos perdidos, à beira de um abismo
Ore aos seus sagrados e decore o seu catecismo
Foda todas as mulheres que puder, dê a bunda
Chame sua mãe de vaca e a irmã de vagabunda
Nada existe que lhe condene, nenhum inferno
Há apenas o agora, e o agora é o único eterno.

Estamos todos fudidos, não adianta a oração
Pois ela não lhe trará nenhuma condecoração
Coma a tudo e a todos, foda com sua sobrinha
Pois não há pecado e não existe fada-madrinha
O que existem são apenas mentiras piedosas
Contadas e acreditadas pelas putas caridosas.

Estamos todos ferrados e nem adianta reclamar
Porque deste planeta não tem saida para o mar
Pode rogar aos demônios, aos deuses e às fadas
Mas apenas o escutarão as crianças e as safadas
Os inocentes e os indecentes herdarão a cidade
Porque a eles pertence o reino da simplicidade.

Estamos sim, bem fudidos e mal pagos, de graça
E não adianta reclamar do leite da sua desgraça
Foda com todos os machos, trepe mesmo comigo
Sentindo o prazer de trepar com seu pior inimigo
Não há senão, não há por que não e não há além
Se não fodes com todos não sabes foder ninguém.

Estamos ferrados, fudidos e sem orgasmo à vista
Não adianta colocar o terno para a sua entrevista
Acabou o que era doce, nem amargo ou com sal
Sobrou apenas o insípido, o plástico e o colossal
Em uma terra de todos, que é terra de ninguém
O gigante acéfalo caminha em busca de alguém.

Estamos no fim e chegamos onde não poderíamos
E não há nada do que esperar do que deveríamos
Foda a todos, coma a todas e entupa-se com tudo
Dê sua comida ás putas, aos mendigos o sobretudo
Então fodam-se todos, não esperem mais por mim
Porque chego agora ao que podem chamar de fim.

26/04/2013
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Comentários
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O Câncer, O Leão e O Escorpião
Barata Cichetto
Ano: 2011
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 64
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Poemas escritos entre 2008 e 2009
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Trecho
Prefácios


A Prisão da Liberdade
(A’O Cu de Vênus)

Porque seu desejo fútil e o inútil tesão
São apertadas amarras, garras de leão.
Barras de aço de belas celas de prisão.

Olhos
(A’O Câncer, O Leão e O Escorpião)

Tenho olhos inchados por tanto beber e tão pouco dormir.
Tenho rugas profundas por tanto chorar e tão pouco sorrir.

Olhos inchados, rugas profundas e a profunda vontade
Bebidas, lágrimas e um profundo desejo de eternidade.

Barata Cichetto
Fevereiro de 2011
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Comentários
“Uma ode sarcástica ao sexo, a devassidão que ninguém quer falar sobre, mas que existe no âmago de todo ser humano!! Você faz o lado da devassidão humana aparecer num esplendor bacante. E eu coloco as sombras e o sobrenatural que ninguém ousa tocar, o abismo, nas minhas obras. Estamos completos!!” - Amyr Cantusio Jr. - Músico, Teósofo, Compositor, Filósofo - Campinas - SP

"Ahhhh só você pra ter CULHÃO pra escrever O CÚ DE VÊNUS, meu velho! Inspirou em mim meus mais ardentes e secretos desejos de arrotar na cara dos hipócritas, assim como você cagou... " - Mara Lee - Produtora – Santos - SP

"Um dos artistas mais instigantes, inteligentes e imprevisíveis - só para ficar nos adjetivos começados com a letra 'i' - que conheci pela internet. Poeta, apresentador de radioweb e produtor cultural, Barata Cichetto faz parte da cultura underground de SP desde os anos 70, inclusive da chamada geração mimeógrafo. A mente do cara fervilha de projetos e um deles está disponível para download. Com trilha sonora de Amyr Cantusio Jr, O Anjo Venusanal é composto por 30 poesias do Barata. Na capa do projeto, é citada uma frase de um texto recente meu, da qual o Barata gostou muito e até a estampou várias vezes no seu site juntamente com um verso de um rap que fiz." - Cassionei Petry - http://cassionei.blogspot.com/2011/02/o-anjo-venusanal-de-barata-cichetto.html
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Trilogia do Amor Mortal
Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 112
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Preço: R$ 30,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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União de três livros "Impessoal e Transferível", "A Verdadeira História da Betty Boop" e "O Olhar Gótico da Morte Dentro da Taverna Cibernética". Poemas que tratam de relações amorosas fortes mas que não resistiram ao tempo.
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Trecho
Herança Maldita


Eu lhe deixo minha herança porca e imunda: poemas e dores
A tristeza se vai comigo, isso não lhe deixo de forma alguma
Ela é minha, quanto a genialidade é dos grandes pensadores
Meu desejo também não lhe deixo, esse de forma nenhuma.

Lhe deixo por herança um anel que já não usa em seus dedos.
(Meu nome escrito em algum lugar lhe causa angústia e dor)
Deixo um par de crianças, muitas loucuras e tantos segredos
Pouco mais lhe deixo que não posso enumerar sem um contador.

Entretanto a maior riqueza que com certeza lhe posso deixar
São sonhos que nunca acreditou, além dos poemas nunca lidos
O feijão e o sonho, poesia e o desejo, disso não posso queixar.
Desejos não realizados, poesias não escritas, sonhos proibidos.

Uma coisa que não posso deixar de enumerar neste testamento
Eu lhe deixo por fim todo o ódio que plantaste em meu coração
Que o meu ódio seja seu, que a minha sina seja o seu tormento
E por fim que o que herdar de mim, nunca lhe sirva de adoração.
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Comentários
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Cohena Vive!
Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 86
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Preço: R$ 30,00 + Frete
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Editora: Editora Multifoco
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Composto de 54 poemas, a maior parte sobre a dor, a angústia, a incompreensão e apreensão sobre os destinos dos seres desumanos, "Cohena Vive!" é o 12º livro publicado pelo poeta, escritor, webdesigner, artesão e produtor de webradio Barata Cichetto, 54 anos completos, escritos no período entre 2011 e 2012. O terceiro em papel, incluindo o primeiro, de 1981, impresso em mimeógrafo a álcool. O segundo, uma junção de dois outros chamava-se "O Cu de Vênus" e tinha cerca de 100 poemas do autor. "Cohena Vive!" é mais um projeto da Editor'A Barata Artesanal, criada pelo autor, que publica livros artesanais em pequenas tiragens.

Antes que alguém pergunte, Cohena sou eu... Sou eu porque o nome Cohena, com referencia à minha pessoa apareceu num sonho que tive e que relatei na crônica-poesia que dá nome ao livro. "Cohena Vive!" é decorrência de um processo de composição e decomposição pessoal, fruto da percepção da decadência da espécie humana, que se arrasta por um planeta que ela mesma destruiu. Angustiado pela alienação com que a maioria das pessoas, embora portando armas poderosíssimas nunca sonhadas, se entrega aos dominadores e à falsa liberdade "proporcionada" pelas redes sociais... O que aconteceu com a capacidade de indignação das pessoas? Todos querem apenas o espelho, pouco importa se quebrado ou de cristal. O objetivo é o Eu, o Eumismo, termo que criei para definir a presente Era Humana.

Os poderosos descobriram uma forma de dominação sem sangue e sem tortura física, que é o de jogar as pessoas umas contra as outras através de leis e estimulo a atitudes pseudo politicamente corretas que teoricamente as favorecem, mas que apenas tratam de acirrar a intolerância. Assim, a sociedade foi transformada em algo inócuo, que age segundo seus próprios e egoístas interesses. Estamos então numa sociedade que apenas consegue conjugar a primeira pessoa do singular em qualquer verbo e cujo verbo mais importante é o “ter” e onde o fascismo disfarçado de liberalismo impera. A Sociedade Humana foi dominada e parece gostar muito disso, ou ao menos não se importar.

Então, "Cohena Vive!” é contra tudo isso. E nesse ponto Cohena sou eu. Sou aquele que, com a imagem pintada num muro, clama por humanidade. Minhas armas são minhas palavras, amontoadas umas em seguida às outras formando poemas.. A poesia está em você, querido amigo ou amiga, em frente à estas páginas, sejam elas impressas em papel ou pontos num monitor de computador... E usando a frase que cunhei, a partir de uma dita por Pablo Picasso: minha arte não é para decorar estantes, é antes de tudo, uma arma de guerra. Até quando Cohena vive? Até quando viver a Poesia! Agora "Cohena Vive!" E Cohena sou eu!
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Trecho
E Eu?

E eu que nunca publiquei uma obra grandiosa de Teosofia
Que nunca fui aclamado por conhecimentos em Filosofia
E jamais um matemático ou emblemático, um problemático
E nunca matou ou morreu por ninguém, apenas dramático.

Eu que não fui gênio, que nunca fiz milagres, nem sou cantor
Que não fui conhecido por ser bondoso, padre, puta ou pastor
Eu nunca dei entrevistas engraçadas em programas de televisão
E não tem uma casa na praia ou um carro comprado a prestação.

Eu que nunca ensejei fortunas, fui um bancário, não o banqueiro
E nunca fui proprietário de um barco, mas apenas um barqueiro
Transportando sentimentos dentro de minha poesia, apenas poeta
E nunca ganhei medalhas por ser perfeito, milionário ou um atleta.

Eu, que nunca fui candidato eleito, aplaudido, ovacionado, votado
Que nunca fui noticia de jornal e nem um astro pornô bem dotado
Eu, que nunca tive fotografia estampada em revista de celebridade
E que nunca gozou de direitos adquiridos por processual celeridade.

Eu que nunca fui Deus nem Diabo, e que nunca fui santo, nem milagroso
Que nunca deixou de contar a verdade, mas que é também um mentiroso
Que nunca amassou pão com o rabo, mas nunca cuspiu a hóstia sagrada
Eu, apenas um poeta falando daquilo que ama e daquilo que desagrada.

Eu, que nunca ganhei um prêmio literário, nunca dei nenhum autógrafo
Sim eu, que nunca fui cobiçado pelas mulheres, e nunca fui o pornógrafo
Que nunca fui aquilo que não quis ser e nunca fui onde não desejei ir
E eu que sempre fui onde o coração chega, o eterno caminho do sentir.
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Comentários
"Cohena e Luiz Carlos “Barata” Cichetto são a mesma pessoa. O primeiro é o personagem de um sonho do segundo; este, faz de seu (anti?) herói um aventureiro envolvido em causas ora surreais, ora existenciais, ambas permeadas de sexo & álcool & cigarros, tendo como cenário um porão que ele e sua mulher chamam de lar. E é este cenário em que o duro confronto com a realidade de um marido-poeta fracassado-boêmio, ante o sentimento de culpa por sua mulher ter que trabalhar para sustentá-lo – ele, sua poesia e seus personagens. Mais Bukowskiano, impossível.

O maior barato da literatura dita independente reside no fato do autor não se prender a interesses outros que não os dele. Barata organiza seus poemas numa certa desordem cronológica, sem dar-lhes um critério de preferências, tampouco pelo que dá nome ao livro, o qual só irá aparecer lá na página 72. É óbvio que isso está na literatura desde sempre, mas esta forma marginal de celebrar uma santa anarquia diante da dureza que é viver diante de tantos questionamentos e poucas respostas.
Os tais questionamentos se distribuem de acordo com o estado de humor, paz de espírito (salvos os meus enganos interpretativos), o desprezo pela morte; a luta contra um deus mudo, inerte, logo inexistente. Embora pareçam escatológicos à primeira olhada, sujos na essência, onde as putas amadas e desamadas, os poemas resumem a tal miséria humana, deste e de outros tempos."

Genecy Souza - Leitor - Manaus - AM
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1958 e Outras Poesias
Barata Cichetto
Ano: 2011
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 112
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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58 poemas escritos entre 2004 e 2006.
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Trecho
Fim
Luiz Carlos "Barata" Cichetto

O papel em branco, a necessidade de concluir outra de minhas obras
Não existe inspiração de socorra apenas pedaços de sonhos e sobras
Estou desesperado e sequer a esperança e o desejo a mim acodem
Porque não existe nada que meu desejo e minha esperança acordem.

Ontem eu decidi ter a minha liberdade apesar destas grades ao redor de mim
Pois estou preso, mas não sou prisioneiro e liberdade não é um princípio é o fim.

É o fim, penso comigo antes de pegar da garrafa e tomar outro trago
Mas a bebida parece pedaços de pedras, sem contar o gosto amargo
O cigarro tem gosto de pata de barata e a fumaça não mais conforta
Aflige minha alma a ponto de acordar e não querer abrir minha porta.

Ontem eu decidi ter a minha liberdade apesar destas grades ao redor de mim
Pois estou preso, mas não sou prisioneiro e liberdade não é um princípio é o fim.

Eu não quero morrer mas não tenho desejo da existência desumana
Queria poder concluir contando histórias sobre uma lésbica mundana
Mas sinto que estou oco feito um crente ou o Deus Senhor do Mundo
A sujeira não limpa, estou porco e não estou bêbado, apenas imundo.

Ontem eu decidi ter a minha liberdade apesar destas grades ao redor de mim
Pois estou preso mas não sou prisioneiro e liberdade não é um princípio é o fim.

Não tenho putas a comer e nem fantasmas a minha alma atormentar
Apenas baratas sentirão minha falta e não tenho crianças a amamentar
Portanto meu querido leitor, apanhe estes poemas e atire em sua lixeira
É que mortos não marcham e estou finalmente deserdando da trincheira.

Ontem eu decidi ter a minha liberdade apesar destas grades ao redor de mim
Pois estou preso mas não sou prisioneiro e liberdade não é um princípio é o fim.
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Comentários
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Emoções Baratas
Barata Cichetto
Ano: 2011
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 84
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Poemas escritos entre 2006 e 2008.
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Trecho
A Santidade da Vida


Eu não quero ficar o resto da minha pobre e inútil existência
Cometendo sonetos ridículos sobre as putas e sua inocência
Não quero saber, mas ser a moral da minha própria história
E também não quero ser o glorioso mas apenas ter a glória.

Eu não quero ficar surdo à dor, mas menos ainda ao desejo
Quero estar num andor e em sua santa buceta dar um beijo
Então não esperem de mim um mártir nem sequer um santo
Sou meu desejo, desejo ter o que é meu e quero um manto.

Eu sou um rei e igual Deus eu não sei jogar dados no escuro
Quero meu palácio, mesmo sendo um barraco de lona seguro
Eu tenho meu reinado dentro de mentes de pobres e incultas
Quero dominar outras terras, cheias de fadas, doces e putas.

Não acredite em minha poesia, querido leitor de mente imunda
Porque a melhor poesia é apenas aquela que lhe chuta a bunda
Deixe agora portanto de ler a minha fútil poesia idiota e lacrimosa
Saia pela sua porta e corra todos os riscos de uma vida deliciosa.
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Comentários
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O Cu de Vênus
Barata Cichetto
Ano: 2011
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Edição: 1ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 72
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Poemas escritos em 2009
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Trecho
Prefácios


A Prisão da Liberdade
(A’O Cu de Vênus)

Porque seu desejo fútil e o inútil tesão
São apertadas amarras, garras de leão.
Barras de aço de belas celas de prisão.

Olhos
(A’O Câncer, O Leão e O Escorpião)

Tenho olhos inchados por tanto beber e tão pouco dormir.
Tenho rugas profundas por tanto chorar e tão pouco sorrir.

Olhos inchados, rugas profundas e a profunda vontade
Bebidas, lágrimas e um profundo desejo de eternidade.

Barata Cichetto
Fevereiro de 2011
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Comentários
“Uma ode sarcástica ao sexo, a devassidão que ninguém quer falar sobre, mas que existe no âmago de todo ser humano!! Você faz o lado da devassidão humana aparecer num esplendor bacante. E eu coloco as sombras e o sobrenatural que ninguém ousa tocar, o abismo, nas minhas obras. Estamos completos!!” - Amyr Cantusio Jr. - Músico, Teósofo, Compositor, Filósofo - Campinas - SP

"Ahhhh só você pra ter CULHÃO pra escrever O CÚ DE VÊNUS, meu velho! Inspirou em mim meus mais ardentes e secretos desejos de arrotar na cara dos hipócritas, assim como você cagou... " - Mara Lee - Produtora – Santos - SP

"Um dos artistas mais instigantes, inteligentes e imprevisíveis - só para ficar nos adjetivos começados com a letra 'i' - que conheci pela internet. Poeta, apresentador de radioweb e produtor cultural, Barata Cichetto faz parte da cultura underground de SP desde os anos 70, inclusive da chamada geração mimeógrafo. A mente do cara fervilha de projetos e um deles está disponível para download. Com trilha sonora de Amyr Cantusio Jr, O Anjo Venusanal é composto por 30 poesias do Barata. Na capa do projeto, é citada uma frase de um texto recente meu, da qual o Barata gostou muito e até a estampou várias vezes no seu site juntamente com um verso de um rap que fiz." - Cassionei Petry - http://cassionei.blogspot.com/2011/02/o-anjo-venusanal-de-barata-cichetto.html
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Sangue de Barata
Barata Cichetto
Ano: 2012
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Edição: 2ª
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Formato: 14 X 21
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Origem: Brasil
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Gênero: Poesia
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Páginas: 72
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Preço: R$ 25,00 + Frete
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Editora: Editor'A Barata Artesanal
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Poemas escritos entre 2002 e 2004
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Trecho
Sangue de Barata

Não posso ser menor que o Sonho,
Nem maior que o Pesadelo!
Não posso ser menor que a Liberdade
Nem maior que a Prisão!
Não posso ser menor que o Homem,
Nem maior que o Cão!
Não posso ser menor que o Bem,
Nem maior que o Mal!
Não posso ser menor que o Amor,
Nem maior que o Ódio!
Não posso ser menor que a Vida,
Nem maior que a Morte!
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Comentários
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1958
A Verdadeira História da Betty Boop
Emoções Baratas
O Olhar Gótico da Morte Dentro da Cibernética Taverna
O Câncer, O Leão e O Escorpião
O Cu de Vênus
O Êxtase
Poemas Perdidos

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