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Márcio Baraldi

 

 

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Sebos & Puteiros
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
cichetto@abarata.com.br

Sempre gostei de freqüentar sebos e puteiros. Mas o que têm em comum os livros e as putas? Tudo! Ou ao menos tudo o que oferece prazer, descoberta e diversão. O enorme prazer em abrir um livro e as pernas de uma puta... A descoberta eminente de uma nova história ou pensamento escondidos debaixo da capa de um livro; rugas, defeitos, perfeições e perversões debaixo das mini-saias das putas. Quantas novas experiências e vivências conquistamos ao ler um novo livro ou ao trepar com uma nova puta? Quantos novos prazeres existem em cada página de um livro e em cada dobra do corpo de uma putinha? Quantos novos prazeres descobrimos em livros e em putas? Todos!

Deveria existir estantes de livros, de preferência usados para combinar com as putas, dentro de puteiros. E deveriam existir putas atendendo em sebos. Putas lendo livros antigos, usados, à beira de estantes de sebos. Putas sendo comidas em cima de pilhas de livros, putas lendo histórias em salas de espera de puteiros. Putas cultas e livros putos. Putas que escrevem livros e escritores que fazem programa em puteiros... O mundo ideal: apenas putas e livros! O som das folhas de um livro sendo viradas, e dos gritos de tesão de uma puta. Os gritos de tesão das putas podem ser falsos tanto quanto um mau escritor... (Um bom escritor nunca é falso, tanto quanto uma boa puta nunca solta gritos falsos de tesão).

Passei minha adolescência inteira dividida entre os puteiros e os sebos, entre os livros e as putas. Uma vida dividida entre dois prazeres. Sempre gostei de putas, porque elas são mais honestas... As putas são até mais honestas que os livros, a não ser quando nos livros, os personagens ou autores são putas. Livros são livros, putas são putas! Óbvio! Alcoviteiro das letras, prostituístes as letras e as palavras dos livros e eu nem sei quando termino de escrever um livro que comecei dentro de um puteiro há uns três anos atrás.

Ontem fui a um sebo que fica ao lado de um puteiro. Comprei um livro de Bukowski, capa suja e amassada, páginas amarelas, gasto, cheio de marcas. Depois, com o livro debaixo do braço, subi as escadas do puteiro, feliz com minha compra. O segurança sorriu irônico, pois não é comum alguém entrar num puteiro com um livro debaixo do braço. E as putas então, surpresas e curiosas, porque tão pouco é comum alguém lendo um livro sentado no sofá da sala de espera de um puteiro. Mesmo que seja de Buk.

Num dos contos, ele narra uma transa, que eu fiz questão de repetir, cena por cena, com a puta com quem me tranquei no quarto por quarenta minutos. Quarenta minutos... Quantas páginas de um livro eu teria lido em quarenta minutos... Mas por outro lado é um tempo razoável para transar com uma puta. As putas têm pressa! Os livros e as fodas para elas têm que acabar logo, bem ou mal. Mandei puta chupar meu pau enquanto eu lia para ela algumas passagens do livro. A boca dela deslizando no meu pau e meus dedos hora em suas costas e pescoço, hora virando as páginas do livro.

- Buk, você é um velho safado! – Eu gritei quando gozei na cara daquela putinha. Ela tentou virar o rosto, mas não deu tempo e seus olhos e boca se encheram de esperma. Arranquei uma das páginas do livro, uma que eu já tinha lido e dei para que ela se limpasse. Ela arrancou o livro da minha mão e atirou pela janela. Dei-lhe uma sonora bofetada e ela caiu sobre a cama, pelada e sangrando, mas antes que começasse a gritar por socorro joguei meu corpo sobre ela e enfiei meu pau em sua bucetinha lisa. E como todos sabem que putas não beijam, não procurei por seus lábios, apenas a fodi, com o mesmo tesão com que Buk descrevia suas fodas. Quando acabei, joguei trinta pratas sobre os peitos dela, coloquei a roupa e desci correndo as escadas atrás do meu livro, que solitário jazia na calçada com o velho desgraçado do Buk sorrindo com aquela cara de puta bêbada sem-vergonha na capa.

- Buk, você era mesmo um velho filho de uma puta! – Ainda murmurei, enfiando o livro debaixo do braço e descendo a rua em direção ao próximo sebo... Ou puteiro.

9/21/2007

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Luiz Carlos Cichetto, apelidado de “Barata” em função de seu projeto Cultural “A Barata”, nasceu em 25 de Junho de 1958. É poeta, escritor e, por necessidade, trabalha com informática, embora não tenha nenhuma formação superior. Trabalha desde os 13 como Mensageiro, Desenhista e Projetista Mecânico, foi sócio de Escola de Informática entre outras coisas. Como profissional de Internet criou cerca de 200 sites para empresas, lojas, editoras, artistas, casas noturnas etc.

Começou a cometer seus primeiros escritos ao 12 anos de idade e nunca parou. Durante a década de 1970 publicou na então conhecida como “Imprensa Nanica” . Em 1981, usando o processo de mimeógrafo a álcool editou um livro de poesias intitulado “Arquíloco”, que mereceu elogios por parte do crítico do extinto jornal “Diário Popular, Henrique Novak, em sua “Página do Livro”.

Em 1999, quando morou em Belém, PA, criou um projeto cultural na Internet, intitulado “A Barata”, com intuito de publicar prosa, poesia, manifestos letras de músicas, biografias de artistas etc., de autores consagrados ou não, embora com a prerrogativa inicial de privilegiar novos e desconhecidos autores e músicos. O lema “Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade”, exprime o mote de publicar, sem nenhum tipo de censura, idéias e argumentos. Além de Criador e Webmaster é também o editor, onde também publica seus contos, crônicas e resenhas de livros e discos.

Em 2000 deu entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura, onde falou sobre A Barata e sobre cultura na Internet de uma forma geral. Como parte integrante do projeto “A Barata”, organizou inúmeros eventos multiculturais, misturando Música, Poesia e demais formas de arte, com grande afluência de público. Atualmente recebe uma média de 1.000 visitantes/dia e tem crescido vertiginosamente em número de visitantes e colaboradores.

Em 2002 publicou texto sobre infidelidade na Internet no Jornal do Brasil, com o título: “Timidez ou Covardia?” nas edições impressa e de Internet do periódico. Em A Barata, existem na íntegra todos os livros que escreveu e a proposta editorial para publicação em livro é de uma coletânea, com 84 poemas e cerca de 100 páginas, com os melhores textos dos 6 livros ali existentes. São poesias fortes e extensas em sua maior parte, cujos principais temas são sexo, morte e religião. Dois desses livros foram auto-editados em processo de Xérox em 2002. Sobre um desses livros “Impessoal e Transferível”, a jornalista Paloma Fonseca escreveu; "(...) a presença incessante da morte junto com a traição, constituem os temas recorrentes tratados pelo Arquíloco da era moderna."

Sobre Barata Cichetto e seu site, o cartunista Marcio Baraldi escreveu: “O Luiz é um grande jornalista e homem de cultura. Seu portal A Barata é um dos maiores arsenais de poesia, textos inteligentes e informações do Brasil! Enquanto alguns estúpidos semeiam bombas e guerras pelo mundo, ele semeia cultura, versos e paz! Luizão e sua Barata psicodélica muito louca são fundamentais pra cultura alternativa e independente deste nosso pais avesso a guerras e bonito por natureza!". E o jornalista Fábio Carvalho escreveu:” "Uma fonte inesgotável de informação que merece ser visitada. Se não bastasse, o layout é muito bom, extremamente profissional. Dificilmente um bom Webmaster conseguiria fazer um trabalho tão competente com tanta informação, e este tal Webmaster d'A Barata é um verdadeiro gênio, pois consegue realizar esta façanha com êxito total..."
 

Importante: Os textos  nestas páginas são todos de autoria de Luiz Carlos Cichetto. Não é permitida a cópia e publicação em nenhum outro site ou meio de comunicação sem a expressa autorização do autor. Grato.

Márcio Baraldi

A Barata - Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade - www.abarata.com.br

Os textos nestas páginas, exceto quando indicado, bem como as marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão" são todos de autoria e propriedade de Luiz Carlos Cichetto. Não são permitidas a cópia e publicação em nenhum outro meio de comunicação sem a expressa autorização do autor.  Direitos Reservados - 1997 - 2008.

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