A Barata - Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade
 

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Beatles
(Four Songs)

Beatles (Four Songs)
Tamanho do Original: 65 X 95 cm
Arquivo: 60.692

 

Estes quadros fazem parte da exposição "Fundo do Baú - Pinturas Rockers", que estreou em Belo Horizonte na mesma data em que estão indo pro ar n'A Barata (04/09/2002).

Todos os quadros são tinta acrílica sobre madeira.
Não é permitida a cópia e a reprodução sem permissão do artista.

Para comprar os quadros, Mande um E-Mail para: gugashu@ig.com.br

Guga Schultze

 Guga - batizado assim pelo irmão mais novo que, na impossibilidade de pronunciar o nome Rodrigo, definiu o apelido - nasceu há muito tempo atrás, numa cidade grande, quente e litorânea. Desdenhou desde cedo a cultura oficial e, por isso mesmo, desenhou todos os seus cadernos escolares que, destinados precocemente ao lixo, encantaram milhares de baratas. Daí o gosto pelo papel guardado eternamente em gavetas onde seu traço é devidamente apreciado pelas traças, seu público fiel. Daí também o descaso com os originais que, se não foram roídos, foram perdidos, doados ou simplesmente esquecidos, o que, no mínimo, é um procedimento (o único que ele guarda) original.

Não ganhou nenhum prêmio em nenhum salão de humor. Por outro lado também não participou de nenhum. Anônimo como um gato no telhado, filosofa: "os cães ladram e é por isso mesmo que não desço de jeito nenhum". 

Tem medo da morte, da côrte, do norte, do forte e das coisas de porte. Acha que a arte é a espinha dorsal da cultura e, ao notar que está quebrada, tornou-se um fumante invertebrado. Andarilho, noctívago, vadio, atravessa ruas como quem vadeia rios, pé ante pé, procurando estrelas no céu da cidade, sabendo vagamente que está procurando no lugar errado, sentindo que perde tempo mas pensando: 'há uns males que vêm para o bem e Unos Milles que vêm para te atropelar. Por isso, fica esperto..!" 
Impressionado com a carga do trabalho alheio, não cogita entrar numa dessas: "não cogito, não ergo nem suo". Defende-se da acusação de esquivo e indeciso com um mínimo de coerência, usando a máxima filosófica: "penso, logo, hesito". Sobrevive às expensas da boa fortuna que providenciou pais, parentes e amigos verdadeiramente providenciais, com a exceção do fato de nenhum deles possuir qualquer fortuna. Ou seja, tem costas largas a despeito de não ter peito para enfrentar the whole wild world. 

Sente-se pequeno frente a gigantesca maré dos tempos mas, em compensação, eleva-se na companhia de amigos baixinhos. Acredita piamente no ocultismo, o qual emprega sabiamente: "quando me oculto, ninguém me acha." Diz que telepatia é coisa trivial, que a gente usa toda hora (falando, ué..) e funciona até no escuro, "menos entre pessoas surdas-mudas." 

Crê que após o ano 2001 seu trabalho anterior será visto com novo interesse, não só pelo aprimoramento de quem desenha sem parar mas principalmente pelo seu valor histórico: serão obras do milênio passado. 
Enquanto isso pede 'mesa' e espera no que vai dar. 
Guga Schultze

gugashu@ig.com.br

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