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Dicionário da Era Pré-Internética (Parte I)
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com

Estamos começando, à pedidos, um Dicionário de Termos da Era Pré-Internética. Existe sempre, nos verbetes a comparação entre o significado dos termos naquela Era e na atual. Nesta primeira parte, A a D. Sugestões de novos termos, entrem em contato com a Arca do Barata.

A –

Amor – Objetivo de vida, não um Gif Animado em mensagens do Orkut.

Arquivo – Armário geralmente de aço onde eram guardados documentos, textos, fotos, pastas e mesmo discos. Ao contrário do “file”, que tem a mesma tradução, as informações não eram perdidas, corrompidas e “deletadas”.

Amigo – Ser humano de carne e osso que gostava de nossa companhia, e nós da dele. Amigo era “coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito”, não apenas uma foto no canto esquerdo da tela de perfil no Orkut.

B –

Biblioteca – Local onde eram guardados objetos chamados de “livros” e para onde as pessoas se dirigiam quando queriam adquirir cultura. Estudos arqueológicos recentes descobriram ainda algumas abertas, mas com poucos, empoeirados e desinteressantes livros, guardados por poucos, mumificados, empoeirados e desinteressados funcionários públicos de gaveta, ainda chamados de bibliotecários, completamente letárgicos.

Browser – Palavra desconhecida na “Era Pré-Internética”.

Bunda – Parte da anatomia e até mesmo fruto de fetiches eróticos não o símbolo de uma nação, forma de se conseguir “status”, dinheiro e posição social.


C –

Caixa Postal – Grande armário localizados dentro de prédios de agências dos Correios, que servia como endereço para quem, por segurança não queria divulgar seu endereço. O proprietário tinha uma chave e periodicamente se dirigia a Agência e retirava sua correspondência. Muito diferente de um “banco de dados” onde são simplesmente “relacionadas” as mensagens de Correio Eletrônico recebidas.

Computador – Personagem secundário de filmes e séries de ficção científica. Atualmente personagem principal na vida das pessoas, acima de família, amigos etc. O computador passou a ser uma presença constante em qualquer hora e local.

Correio - Local onde eram despachadas correspondências (cartas, livros, revistas, jornaizinhos mimeografados). Era a única forma de poetas e escritores fazerem seus escritos chegarem aos leitores. Ainda existem, mas são usados para pagar Carnê do Baú, Telesenas, Seguros etc.


D –

Datilografia – Método pelo qual as pessoas apertavam teclas, geralmente de ferro, de equipamentos chamados de “Máquina de Escrever”. O processo consistia em que, com a pressão das teclas mais ou menos da mesma posição dos teclados de computador, os tipos de metal pressionavam uma fita de tecido, metade preta metade vermelha e as letras correspondentes eram impressas em uma folha de papel (Vide Adiante: “Folha de Papel”). O som característico do “matraquear” das teclas era tido como belo e inspirador a escritores, poetas etc. Existiam cursos de datilografia e diplomas de “datilógrafo”, que era necessário a inúmeras ocupações reconhecidas como bancário, auxiliar de escritório, funcionário de cartório etc.

Digital – Formação na pele que forma desenhos que identificam pessoas. Segundo especialistas impressão digital é única a cada ser humano. Mal traduzida do inglês e mal utilizada, foi incorporada a língua brasileira (simmmmmmmmm) com o sentido de qualquer coisa que seja inerente à Informática.

Deletar – Palavra desconhecida na “Era Pré-Internética”.

Dinossauros – Não existiam na Era Pré-Internética.

Disco – Denominação às obras de arte que continham músicas e eram adornados por uma capa de papelão impresso. Eram feitos de vinil. Conhecidos também por “LP”. Na “Era Pré-Internética” eram objetos cultuados e nunca foram chamados de “Vinil”, nome que passou a ser usado para diferenciar do CD, feito de plástico vagabundo disfarçado de tecnologia.

Drogas – Eram usadas como libertação, não como escravidão.
24/10/2008

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