"De profundis clamavi cor meum, epur corde tua non contestat et anima mea non requiescat."
Barata Cichetto, 51 anos de tortura transformaram a mim em um caso patogênico de dedicação á amores de formas e cores diferentes, perdidos e mal direcionados. O resultado natural, uma metamorfose diferente: um dia acordei transformado em uma garrafa de Cynar. Nestas páginas exponho meus pensamentos da forma como eles vieram ao mundo: nus e sem vergonha. Sou o que penso e apenas o que penso é o que interessa e foda-se quem não concorda ou suporta. Até agora ninguém suportou ou aguentou. Um alerta: "Como algumas pessoas já me avisaram antes, a moral da história é: se você namorar escritores, lembre-se de terminar o relacionamento da forma mais tranqüila possível. Um escritor rancoroso é um inimigo que ninguém gostaria de ter!" (Conceito Au). No mais Fui!!!
18/2/2011 - Agora, que Rock e Religião não se discute... Bem, sou partidário de uma corrente que diz que o que não se discute não vale a pena acreditar.
2/2/2011 - E então disse Buk: "Cada uma de nossas alegrias é uma barganha com o diabo." E então, velho mestre... Cada uma de nossas tristezas é uma barganha com deus???? Eu não faço negócios com o que não existe, portanto minhas tristezas e alegrias, Velho Safado, são negócios mal feitos que fiz comigo mesmo!
15/1/2011 - Sou um ateu convicto, ungido pelo espírito do Rock n Roll verdadeiro e único!
11/1/2011 - Já pensaram que as palavras também são seres vivos e, portanto também são suscetíveis á angústia? E que, angustiadas, as palavras se transformam em POESIA!???
2/1/2011 - Intelectual na verdade teria que obrigatoriamente ser um outsider. Porque senão suas idéias acabam se tornando comprometidas, entenda-se vendidas... E quando se vende uma idéia ela perde completamente o valor...
8/12/2010 - O lance é: acelerar mas não tirar o olho da estrada! Aí não tem como se perder... Mas, o que há de mal em as vezes se perder? As vezes ficar perdido é a melhor maneira de a gente se encontrar!
26/3/2010 - Acreditar é minha religião.
29/1/2010 - A Luz é apenas um buraco na Escuridão
13/1/2010 - Acreditar no que é inacreditável, no sentido do que não é creditável. Crer no incrível, no sentido do que não é crível. É este o papel dos poetas e daqueles que transformam suas próprias existências em algo verdadeiro feito sonhos.
23/12/2009 - Flertar com o Céu e o Inferno, desafiar o precipício, brincar com a vida e com a morte, amar e odiar tudo isso, é o papel do Poeta... Mas as vezes pagamos um preço alto demais por essas "brincadeiras". O preço da falta de dinheiro, da solidão, da incompreensão... Mas ninguém é Poeta porque quer não, e não adianta querer. Porque Poeta é um ser que nasce assim, como uma doença congênita.
22/12/2009 - Ser Poeta é aprender a viver numa eterna esquina, entre as ruas do Céu e do Inferno, e nunca saber qual é a preferencial.
7/12/2009 - Afinal, porque então buscamos tanto uma tal liberdade, quando sabemos que de fato, apesar das teorias, nunca alcançaremos? Acho enfim, que lutar pela liberdade é o mesmo que lutar contra a morte: a gente sempre irá perder a guerra.
7/12/2009 - A questão da liberdade: quando falamos em Liberdade, ela seria em função de algo ou alguma coisa, certo? Quando então partimos para essa "revolta interior" ela é contra quem? Nós mesmos? Contra dogmas e conceitos internos? Quem é o inimigo a ser derrotado? Quem perde? Quem ganha?
7/12/2009 - A única revolução libertária possível e que pode resultar em algo é a de dentro para fora. Certo, mas para mim, a pergunta que fica é: conseguida a "vitória" nessa revolução, qual é o próximo passo?
30/11/2009 - Acho que não existe arte, seja poesia ou qualquer outra, maldita. Pode existir sim, arte amaldiçoada... Amaldiçoada pela incompreensão seja de qualquer espécie ou sentido. Até mesmo por desejo do próprio autor... Claro que nem estou falando do "maldito" usado com finalidade "marquetológica". Isto sim é que é maldito.
21/11/2009 - Ninguém é bom, ninguém é mau... Somos apenas humanos dicotomicos! Se bem que conheci muita gente que se finge de anjo pra comer o diabo!
19/11/2009 - Não sou o que escrevo, mas escrevo o que eu sou.
17/11/2009 - Eu sempre tenho certeza... Até achar que aquela certeza não era muito certa.
16/11/2009 - Transformar miragens em realidade, esse é o papel dos sonhadores e poetas.
10/11/2009 - Eu odeio opiniões de literatos e especilistas em literatura sobre minha poesia. Prefiro a de analfabetos, mas sensíveis. Poemas não são matemática e não existe sem que haja poesia dos dois lados.
9/11/2009 - A vaidade é o que torna qualquer experiência comunitária impossível de ser concretizada. É ela quem gera outros filhos monstruosos da espécie humana como o egoísmo e a cobiça. E as crenças religiosas são apenas a maquiagem que disfarça as vaidades.
4/11/2009 - Einstein disse que não sabia como seria a terceira guerra mundial, mas que a a quarta ao certo seria com pedras e paus. Acho que sei como será a terceira: via Internet.
2/11/2009 - Àqueles que sofrem com a dor, todas as horas são a mesma. Ou nenhuma!
1/11/2009 - Sou um homem fácil de se ser agradado, com gestos e gostos, sabores e cores simples feito o afago. Afague minha cabeça e estarei a um passo de lhe entregar a minha alma.
26/10/2009 - Não acredito que o "não" seja morno, morno é o "sim", que sempre alimenta a dúvida, a incerteza. "Não" é quente. É certo, categórico! Erramos muito mais pelo "sim". O "não" é sempre o que equilibra as forças, o "sim" enfraquece a alma humana, pois sempre é carregado de "bondade" e espírito religioso inútil. O "não" é que é o "sim".

Sou Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal, do ano da Graça do nascimento de Madonna, Michael Jackson, Bruce Dickinson, Cazuza e Tim Burton. Sou poeta, escritor, produtor e apresentador de Webradio, produtor de eventos e procuro pagar as contas trabalhando com criação de sites. Crescí escutando Beatles, Black Sabbath, Pink Floyd e Led Zeppelin. Participei da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos, deixei de ser poeta e fui tentar ser homem, o que no entender de Bukowiski é bem mais difícil.

 

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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria e propriedade de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e são registrados na Biblioteca Nacional. Não são permitidas cópia e publicação deste conteúdo em nenhum outro meio de comunicação sem a expressa autorização do autor, bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade - Direitos Reservados.